Esquilador

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, agosto 29, 2009 | , | 0 comentários »

Lindíssima composição de Telmo de Lima Freitas, artista que será patrono da Semana Farroupilha 2009, aliás, homenagem merecida à este brilhante artista gaúcho.

Telmo de Lima Freitas*

Quando é tempo de tosquia
Já clareia o dia com outro sabor
(bis)

As tesouras cortam em um só compasso
Enrijecendo o braço do esquilador
(bis)

Um descascarreia outro já maneia
E vai levantando para o tosador
(bis)

Avental de estopa, faixa na cintura
E um gole de pura prá espantar o calor
(bis)

Alma branca igual ao velo
Tosando a martelo quase envelheceu
(bis)

Hoje perguntando para a própria vida
Prá onde foi a lida que ele conheceu
(bis)

Quase um pesadelo arrepia o pêlo
Do couro curtido do esquilador
(bis)

Ao cambiar de sorte levou cimbronaço
Ouvindo o compasso tocado a motor
(bis)

A vida disfarça ouvindo a comparsa
Quando alinhavava o seu próprio chão
(bis)

Envidou os pagos numa só parada
33 de espada mas perdeu de mão
(bis)

Nesta vida guapa vivendo de inhapa
Vai voltar aos pagos para remoçar
(bis)

Quem vendeu tesouras na ilusão povoeira
Volte prá fronteira para se encontrar
(bis)

*Telmo de Lima Freitas: Patrono da Semana Farroupilha 2009

Telmo Lima de Freitas é o Patrono da Semana Farroupilha 2009

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, agosto 29, 2009 | | 0 comentários »

Autor de Esquilador é o Patrono da Semana Farroupilha 2009

Em seu galpão adornado com os mais variados artefatos da cultura gaúcha, o compositor Telmo de Lima Freitas aceitou, hoje pela manhã, o convite da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas para ser o Patrono da Semana Farroupilha 2009. Seu nome foi escolhido por unanimidade pela Comissão, além de ter sido indicado também pelo Piquete 38, da Polícia Federal. Bastante emocionado, Freitas disse se sentir muito honrado pelo homenagem e que pretende cumprir com todas as obrigações e compromissos. A figura de Patrono busca homenagear pessoas que tenham se destacado na produção e divulgação da cultura gaúcha.


Telmo de Lima Freitas nasceu em 13 de fevereiro, no município de São Borja. Filho do oficial do exército, Leonardo Francisco Freitas e da campeira, Mariana de Lima Freitas, desde muito cedo demonstrou interesse pela carreira musical. Aos 14 anos, já participava do grupo Quarteto Gaúcho. Nos anos 50, apresentou o programa gauchesco Porongo de Pedra, em uma rádio de São Borja. Seu primeiro disco, O Canto de Telmo de Lima Freitas, foi lançado em 1973. Ao lado dos amigos Edson Otto e José Antônio Hahn, conquistou o troféu Calhandra de Ouro, da Califórnia da Canção Nativa, de Uruguaina, com a canção Esquilador, um de seus maiores clássicos.


Temário


“Os Farroupilhas e suas façanhas”, tema adotado para 2009, irá apresentar os principais momentos do Decênio Heróico, lembrando atos importantes como a invasão de Porto Alegre, a fuga de Bento Gonçalves da prisão e a tomada de Laguna, entre outros. Também já está marcado para o dia 22 de agosto, o acendimento da Chama Crioula, em São Lourenço do Sul.
O evento também já conta com a música-tema “Façanhas por ideais de Farroupilhas Imortais”, escrita pelo poeta Albeni Carmo de Oliveira e com música de Francisco Fighera e Clóvis Frozza. A canção será gravada em estúdio até o início de maio e disponibilizada para download gratuito no site www.semanafarroupilha.com.br.

Crédito: Felipe Basso / Divulgação Semana Farroupilha

Semana Farroupilha 2009 - tema e logotipo

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, agosto 29, 2009 | , , | 0 comentários »

“OS FARROUPILHAS E SUAS FAÇANHAS”

1. O PRIMEIRO ATO: INVASÃO DE PORTO ALEGRE

Depois de meses de discussões na Assembléia Provincial e no interior das lojas maçônicas os farroupilhas resolveram invadir Porto Alegre, na noite de 19 para 20 de setembro de 1835.

Jose Gomes Vasconcelos Jardim reuniu um grupo de farroupilhas em Pedras Brancas, cruzou o Lago Guaíba e se encontrou com Onofre Pires da Silva Canto na região sul da capital, que o esperava com outro grupo de farroupilhas.

Na madrugada do dia 20 de setembro os farroupilhas chegavam na Ponte da Azenha, se defrontaram com uma patrulha policial, derrotaram os caramurus e puseram o Presidente da Província Antonio Rodrigues Fernandes Braga, em fuga para a cidade de Rio Grande.

Foi escolhido como Presidente da Província Marciano Pereira Ribeiro e como comandante-das-armas o Coronel Bento Manoel Ribeiro

2. O GRITO DE LIBERDADE: PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

Quase um ano depois de iniciada a revolta dos farroupilhas, encontrava-se Antonio de Souza Netto nos Campos do Seival quando foi atacado por Silva Tavares que retornava de um auto-exílio no Uruguai. Depois da batalha, travada no dia 10 de setembro. Netto reuniu seus oficiais, nos Campos dos Menezes e, num ato de coragem e determinação, proclamou a República Rio-grandense. 11 de setembro de 1836 marca o nascimento de uma nova nação.

A Câmara de Vereadores de Jaguarão foi a primeira a apoiar o ato de independência.

Em seguida os farroupilhas definiram a primeira Capital, Piratini foi a vila escolhida, por se encontrar localizada num ponto estratégico.
Como símbolo da nova nação foi apresentada o Pavilhão Tricolor, que manteve as cores brasileiras, verde e amarelo, mas introduziu entre elas o vermelho representativo do espírito republicano e federalista.

Procedida a eleição para a presidência da República Rio-grandense, foi escolhido Presidente Bento Gonçalves da Silva e para Vice-presidentes Paulo Antonio da Fonseca, Coronel Jose Mariano de Matos, Coronel Domingos Jose de Almeida e Ignácio Jose d’Oliveira Gomes.

3. BENTO GONÇALVES FOGE DO FORTE DO MAR, ONDE SE ENCONTRAVA PRESO

Preso no combate da Ilha do Fanfa, em 02 de outubro de 1836, Bento Gonçalves e mais outros farroupilhas, entre eles Pedro Boticário, foram levados presos para a fortaleza de Lage no Rio de Janeiro.

Depois de uma frustrada tentativa de fuga, o líder farrapo foi transferido para O Forte do Mar, em salvador, Bahia, de onde fugiu, em setembro de 1837, com a inestimável ajuda da maçonaria.

4. OS FARROUPILHAS TOMAM RIO PARDO: SURGE O HINO FARROUPILHA

No ano de 1838 os farroupilhas estavam fortalecidos e reuniram suas melhores forcas, sob o comando de seus mais ilustres militares, atacaram o Município de Rio Pardo onde os imperiais mantinham forte contingente.

O ataque farroupilha foi fulminante resultando vitoriosos os farroupilhas naquela batalha que passou para a história com o nome de Batalha do Barro Vermelho.

Naquela batalha estavam presentes Bento Gonçalves, Teixeira Nunes, David Canabarro, João Antonio, Bento Manoel, Domingos Crescêncio, Antonio de Souza Neto.

Entre os imperiais presos estava a banda do 12° Batalhão de Caçadores. O maestro Joaquim Jose de Mendanha foi instado a compor uma canção para comemorar a vitória dos farrapos.

No dia 6 de maio a canção foi executada, pela vez primeira, diante do Estado Maior do Exercito Farroupilha. Assim nascia o Hino Farroupilha que mais tarde recebeu a letra de Francisco Pinto da Fontoura.

5. FORMA-SE A MARINHA FARROUPILHA: GARIBALDI FAZ A TRAVESSIA DOS LANCHÕES

A necessidade de ocupação da Laguna dos Patos e do suporte aos movimentes em terra, foram a motivação para a construção de barcos, no canal de São Gonçalo, para compor uma frágil, mas ativa Marinha Farroupilha. Giuseppe Garibaldi, um italiano de convicção republicana comandou pessoalmente a construção dos barcos, tendo ao seu lado o inglês John Griggs.

Quando os comandantes farroupilhas decidiram tomar a Vila de Laguna, em Santa Catarina com o intuito de proclamar a República Catarinense e ter uma saída para o mar, Garibaldi aceitou o desafio de colocar seus dois lanchões, Seival e Rio Pardo, no mar, para isso levou-os até a foz do rio Capivari e, por terra, numa verdadeira epopéia, transportou os barcos em duas carretas puxadas por 100 juntas de bois, recolocando os barcos na água, no rio Tramandaí e alcançando o mar no dia.

O naufrágio do Lanchão Rio Pardo, comandado por Garibaldi, na altura de torres, não impediu que o valente corsário chegasse, por terra e de a cavalo, em Laguna.

6. A REPÚBLICA CATARINENSE: ANITA SE UNE A GARIBALDI

A invasão de Laguna foi comandada pelo mais pertinaz comandante farroupilha, David Canabarro. Contando com tropas de Joaquim Teixeira Nunes, por terra, e com um lanchão chefiado por Johan Grigs, por mar, tomou a localidade no dia 29 de julho de 1839.

O ato seguinte foi a proclamação da Republica Rio Catarinense. Os imperiais e agiram e, numa operação por mar, recuperaram a cidade, fazendo com que os farroupilhas recuassem.

Em terras catarinenses foi que Giuseppe Garibaldi conhecia Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita, que abandonou sua terra natal e se transformou na companheira do italiano. Anita Garibaldi lutou ao lado do marido, teve seu primeiro filho, Menotti, em terras gaúchas, na região de Mostardas. Acompanhou Garibaldi na campanha do Uruguai e com ele se tornou heroína na luta pela unificação da Itália.

7. A REPÚBLICA RIO-GRANDENSE SE ESTRUTURA COMO UMA NAÇÃO.

Depois de proclamada a República Rio-grandense, de escolhidos os seus dirigentes, havia a hercúlea tarefa de organizar a administração.

O primeiro presidente, provisório, pois Bento Gonçalves se encontrava preso no Rio de Janeiro, foi Jose Gomes Vasconcelos Jardim . O Ministro do Interior e da Fazenda, Domingos Jose de Almeida, foi o grande responsável pela administrativa da República.

O primeiro General Farrapo foi João Manoel de Lima e Silva, liberal e republicano convicto, deixou o Rio de Janeiro para se engajar na luta dos farroupilhas.

A imprensa oficial foi entregue ao italiano, amigo de Garibaldi, Luiggi Rossetti. O jornal “O Povo” se tornou o meio mais eficaz de comunicação da República.

8. A ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE E A TERCEIRA CAPITAL

Em 1840 os farroupilhas já dando mostras de enfraquecimento militar mas cada vez mais firmes na tentativa de implantar a República, transferiram a Capital para o Município de Alegrete.

No ano de 1842 reuniu-se a Assembléia Constituinte. Eleitos os 36 deputados, reuniam-se na capital farroupilha para discutir a Constituição. Entre os Deputados vamos encontrar os padres Francisco das Chagas Martins de Ávila e Sousa e Hildebrando de Freitas Pedroso, alem de vários oficiais e civis.

Longos foram os debates e notáveis os avanços ideológicos propostos pelos republicanos. Para a época eles elaboraram uma das constituições mais avançadas.

Não puderam concluir a tarefa, mercê das discordâncias internas, mas, mesmo assim deixaram para a história um documento primoroso.

9. A PAZ DE PONCHE VERDE

Depois de quase dez anos de luta, os farroupilhas acordaram com os imperiais os itens da pacificação.

Os artífices do acordo foram Jose Gomes de Vasconcelos Jardim, Bento Gonçalves, Antonio Vicente da Fontoura, Padre Francisco das Chagas, cabendo a David Canabarro, que comandava o Exército Farroupilha e a Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, Presidente da Província e Comandante do Exército Imperial, assinar o tratado.

Canabarro reuniu os comandantes, nos Campos de Ponche Verde, Município de Dom Pedrito, para decidir sobre a proposta de Caxias. A ata foi assinada no dia 28 de fevereiro de 1845.

Instalado na mesma região, o Duque da Caxias foi informado a respeito da decisão favorável dos farroupilhas e assinou a pacificação no dia 01 de março do mesmo ano.

Chega ao fim a mais longa e dura revolução já ocorrida em terras brasileiras. Os farroupilhas não tiveram êxito na implantação da República, mas plantaram as sementes que germinaram e se transformaram realidade anos mais tarde quando o Brasil deixou de ser um Império para ser uma República.

Nos anos seguintes à Revolução Farroupilha estavam os farrapos e os caramurus unidos no mesmo Exército Brasileiro lutando contra as ameaças dos paises vizinhos, primeiro a Argentina e depois o Paraguai.

Manoelito Carlos Savaris
Presidente do IGTF

Ser Gaúcho é…

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, agosto 29, 2009 | | 0 comentários »

... é morar em Florianópolis e dizer que Porto Alegre é melhor;
... é assinar Zero Hora em Nova York ;
... é estar no Maracanã escutando a Rádio Gaúcha;
... é bater no filho ao descobrir que ele é Flamengo;
... é ir à Joaquina de garrafa térmica;
.... é achar que a FREE WAY é a nona maravilha do mundo;
....é ter confiança em bancos gaúchos;
... é comemorar uma revolução que não deu certo;
... é chamar a mulher de prenda;
... é dizer que é difícil fazer churrasco;
... é comer a costela antes da picanha;
... é dizer que vaso de banheiro é PATENTE;
... é comer NEGRINHO em vez de brigadeiro;
... é falar TCHÊ ao telefone só pra ver se descobre outro;
....é falar TU em vez de VOCÊ;
... é enviar cartão postal de TORRES;
... é fazer compras no SUPER;
... é dizer que tem um FRIGIDAIRE em vez de geladeira;
....é achar que o LAÇADOR é maior e mais bonito que o Cristo Redentor;
... é achar que o GUAÍBA é rio;
... é dizer que tomar água à 100º C com gosto de mato é coisa de macho;
... é chamar geléia de CHIMIA;
.... é chamar doce de leite de MU-MU;
....é falar classe em vez de carteira;
... é falar roleta em vez de catraca;
... é falar lomba em vez de morro;
... é poder falar tri legal ou muito tri;

O Rio Grande tem:

- o melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil;
- o menor índice de analfabetismo do País;
- a população mais longeva da América Latina;
- as mulheres mais bonitas do País;
- é o melhor lugar para se comer no Brasil;
- tem os melhores vinhos do Brasil;


Ser gaúcho é:

- saber que a nossa pátria é o Pampa e não a praia com coqueiros;
- saber que nossa característica é a bravura e não o jeitinho;
- saber que nosso valor é a lisura e não a malandragem.
- é ser simples de modos, mas reto de caráter;
- é ser franco e direto, nem que isso cause inimizades;
- é ser humilde em ambições, mas exagerado em ideais e paixões;
- é ser um respeitador fiel da hierarquia funcional e o primeiro a
proclamar a igualdade;
- é um ser batalhador, que não desiste nunca;
- é um rebelde, que nunca aceita ser dominado;
- é um bravo, que não foge de uma luta por ser difícil.
- o gaúcho autêntico é um verdadeiro tradicionalista. Não porque
aprende coisas no CTG, mas porque carrega em si esses valores e não
vê alternativa possível de vida digna fora deles.

Por isso eu tenho orgulho de ser chamado de "GAÚCHO".

Contribuição da Prenda do Mês de Março - Josi Hellem Vernetti

Documentário sobre Luiz Marenco

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, agosto 29, 2009 | , | 0 comentários »

"Estradeiro" de Esther da Veiga

Assista no Youtube, um trailer sobre o projeto de conclusão de curso, feito pela aluna de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Esther da Veiga, relatando a carreira de Luiz Marenco. O projeto consiste na produção de um vídeo-documentário de aproximadamente vinte minutos, onde foi abordada a carreira de um dos maiores cantores da música gaúcha.

Em seu conteúdo, o trabalho visou apresentar alguns aspectos peculiares mais marcantes na figura do gaucho, verificar quais são os significados da música gaúcha presente na cultura do Estado do Rio Grande do Sul e transpor, através da contextualização de fatos, porque Luiz Marenco é tão importante para a história da música tradicionalista do Estado.

As gravações iniciaram em marco de 2009 e a aluna percorreu o estado em busca de depoimentos e informações.

Obrigado Esther, pelo carinho e comprometimento com este trabalho que será apresentado junto as comemorações dos 20 Anos de Carreira de Luiz Marenco em 2010.

Luiz Marenco Produções Artísticas

link

Luiz Marenco

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, agosto 29, 2009 | , , | 0 comentários »

Show de Luiz Marenco na Expointer:

http://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=595fe1f866&view=att&th=1236302c3d1f5065&attid=0.1&disp=inline&zw


Bailes do Boqueirão


Composição: Jayme Caetano Braun - Luiz Marenco

Nos bailes do boqueirão sem espora ninguém dança
E toda e qualquer lambança se decide no facão
Nos bailes do boqueirão candeeiro de querosene
Gateada, ruiva e morena a gente amansa a tirão

Nos bailes do boqueirão com cordeona de oito baixo
A fêmea que agarra o macho e é proibido carão
Nos bailes do boqueirão não tem de mamãe não gosta
Depois que a chirua encosta só que aparte com facão

Nos bailes do boqueirão nunca se muda de rima
O mais fraco vai por cima e o mais forte anda no chão
Nos bailes do boqueirão ninguém é dono de china
E o causo sempre termina num sururu de facão

Nos bailes do boqueirão quando o candeeiro termina
Apenas o olhar da china serve de iluminação
Nos bailes do boqueirão sempre que dá um tempo feio
O taio de palmo e meio é menor que um beliscão

Cavalgada da Chama Crioula chega em Rio Pardo

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, agosto 29, 2009 | , , , | 0 comentários »

O Rio Grande do Sul pertence ao Brasil por causa de Rio Pardo. Essa afirmação é baseada na importância que teve a Fortaleza Jesus Maria José e na demarcação e preservação do domínio português contra o avanço dos espanhóis no sul do continente. Com o Tratado de Madri, em 1750, firmado entre as duas potências, Rio Pardo passou a ser a fronteira entre as colônias a partir da segunda metade do século 17. A construção da fortaleza começou em 1753. Ela abrigou o Regimento dos Dragões e foi palco de batalhas que consolidaram posições lusas. Nunca foi tomada, por isso ficou conhecida como a "Tranqueira Invicta".

Devido à privilegiada posição geográfica, entre os rios Jacuí e Pardo, a cidade passou a ser o principal ponto de abastecimento do Estado, atraindo tropeiros, já que o transporte era feito, essencialmente, por via fluvial. Seu território chegou a abranger 16.803 km2, ou seja, mais da metade do território da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul (1807).

E é nesta cidade histórica que os Cavaleiros do Planalto Médio de Passo Fundo após percorrerem 213 km em 6 dias de cavalgada chegam conduzindo a chama crioula 2009, para se arrancharem no Parque de Exposições para um merecido descanço de cavalos e cavaleiros.

Amanhã (28/08) a lida começa cedo, as sete horas da manhã os pingos devem já ter sido tratados, rasqueados e encilhados para um novo galope. Desta vez com destino a Passo do Sobrado, num percurso de 33 km.

E assim, neste trancão, vão os Cavaleiros do Planalto Médio, agradecendo a fidalguia e hospitalidade de quem os recebe, a bondade Divina pelo bom tempo, o cozinheiro pela bóia, os cavalariços pela trato aos animais e aos cavaleiros e equipe de apoio pela parceria, até chegarem em Passo Fundo, após percorrerem 523 km neste compromisso que só autenticos guapos conseguem cumprir.

A cavalgada com a Chama Crioula 2009 chega em Passo Fundo dia 06 de setembro no Parque de Rodeios da Roselândia, as 11 horas da manhã.

Cavaleiros do Planalto Médio

Chama Crioula - 2009

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, agosto 29, 2009 | , , , | 0 comentários »

O Acendimento da Chama Crioula é o mais importante evento relacionado à cultura do gaúcho no Rio Grande do Sul. Neste ano em sua 62ª edição, o evento que ocorreu neste sábado 22, às 10:00 horas da manhã, abriu oficialmente os festejos farroupilhas no Estado na cidade de São Lourenço do Sul.

O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Oscar Fernande Gress, disse que o significado histórico do acendimento da chama crioula é muito forte. "É uma representação de orgulho que traduzimos em atos que reforçam cada vez mais o culto às tradições do Estado do Rio Grande do Sul", justifica. "Este ano, principalmente pelo tema, que é o 'Os Farroupilhas e suas façanhas', São Lourenço faz parte, e é oportuno que realizemos o Acendimento nesse importante município no cenário da Revolução Farroupilha".

O Grupo Cultural e Tradicionalista Cavaleiros do Planalto Médio fundado em 12 de fevereiro de 2005, e que tem como lema, "Do Planalto Médio a Cavalo, pela Integração do Rio Grande", pelo quinto ano consecutivo representa a Sétima Região Tradicionalista na condução da Chama Crioula, desde o seu acendimente até a entrega no Parque de Rodeios da Roselândia dia 06 de setembro.

Neste ano serão 523 Km percorridos, tendo como etinerário : São Lourenço do Sul, Dom Feliciano, Pantano Grande, Rioa Pardo, Venâncio Aires, Barros Cassal, Soledade e Passo Fundo.

O grupo que tem como Patrão Paulo Roberto dos Santos (Zebra) é formado por 35 homens entre cavaleiros e equipe de apoio, que conta com caminhão boiadeiro para levar os cavalos de muda, cozinha, ferreiro e toda infra estrutura para que a cavalgada consiga atingir o propósito, com nos anos anteriores quando foram percorridos desde Viamão 435 Km em 2005, 460 Km de São Gabriel em 2006, 427 Km de São Nicolau e 348 Km de São Leopoldo.

O Comandante de Cavalaria Verceli de Oliveira e seu auxiliar Deoclécio Wolf são os responsáveis pelos pontos de sesteada e pouso e pelo cuidados que os animais recebem, além de farta alimentação para que os cavalos recuperem o desgaste natural das 8 horas cavalgadas diariamente.

Como responsável pela divulgação está o empresário e tradicionalista José da Silva Almeida (Juca) que divulga entre os orgãos de imprensa e os familiares dos cavaleiros sobre o andamento da cavalgada.

Telmo de Lima Freitas, patrono da semana farroupilha recebe do grupo um certificado que serve como homenagem e reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao Movimento Tradicionalista.

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