Sentimento Gaudério - Orkut

Postado por Pedro Missioneiro | domingo, dezembro 09, 2007 | , , , | 1 comentários »

Vou começar a divulgar as comunidades no Orkut que tratam da cultura, tradição, costumes, música e sentimento gaúcho. Ainda estou fazendo o levantamento, mas existem muitas comunidades com essa temática. Elas são de todos os tamanhos, desde 5 integrantes até 355 mil membros. Algumas não tem tópicos e outras chegam a ter tópicos com mais de 25 mil respostas. Em resumo, tem comunidades relacionadas à Cultura Gaúcha para todos os gostos e finalidades.

Esta primeira comunidade tem como tema o Sentimento Gaudério, ela é a comunidade do Blog Gaudérios, espero que gostem:

Endereço da Comunidade:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=42312116

descrição:

BEM VINDO TCHÊ!
Te aprochega amigo/amiga que aqui é teu lugar!
Participa da Roda do Declamador e deixa um trecho da poesia ou música gaúcha que mais aprecias!
Para declamar e cantar as tradições gaúchas também criei o blog "Gaudérios" http://e-gauderios.blogspot.com/ , lá você pode encontrar poesias gaúchas de Jayme Caetano Braun entre outros poetas gaúchos, músicas vencedoras da Califórnia da Canção Nativa entre outras, humor (cartoons), além de textos sobre a história e a cultura gaúcha.

Como diria o Payador:

"Um dia, quando eu me for,
Rumbeando a Querência Eterna,
Onde bolearei a perna
Diante do meu Criador,
Não chorem o pajador
Do velho pago florido,
Que há de cantar comovido
Até o último repuxo,
Porque só em nascer gaúcho
Vale a pena ter vivido!"

Jayme Caetano Braun - "Milonga do Pajador"

Prenda ou Peão, apeia do teu cavalo e te aprochega neste
blog: http://e-gauderios.blogspot.com/

Todos os gaúchos e gaúchas, dentro ou fora do Rio Grande são muito bem vindos!

Para ver a comunidade clique aqui

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Ecos do Vento - Ilton Carlos Dellandréa

Postado por Mauro dos Reis | domingo, dezembro 09, 2007 | , , , | 0 comentários »

Essa bela poesia foi escolhida pela Prenda do Mês de dezembro:

Ilton Carlos Dellandréa

Os ventos que rezam na pampa
são ventos das fontes mais virgens,
que passam ao longo dos campos,
batendo nas portas dos ranchos
- os templos das nossas origens.

São ventos que trazem recados
das lutas de gentes paisanas:
queriam a terra mais livre,
não como a pampa que vive,
debaixo de botas tiranas.

Os ventos que rezam na pampa
nos trazem recuerdos amargos:
não temos bandeiras nem mastros
e já se apagam os rastros
da nossa infância nos pagos.

Aquilo que avós conquistaram
nos tempos das sendas mais brutas
são ecos das guerras da História
que fogem da nossa memória,
gaúchos que tombam sem luta.

Toda a conquista de séculos
das lutas dos nossos avós,
perdemos no caos desses anos
nas patas de maulas tiranos
que lutam aqui, contra nós.

Da nossa infância, somente,
restam lembranças perdidas.
E os ventos as trazem num grito
que em vão sacode o infinito
das nossas ânsias dormidas.

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O Vento ( Os Monarcas)

Postado por Ana Terra | sábado, dezembro 08, 2007 | , , , | 1 comentários »

A música "O vento" do grupo Os Monarcas, foi a escolhida pela prenda do mês de dezembro, Carolina, como sua preferida. Essa composição trata-se de uma prece por dias melhores. O vento dos Monarcas é uma das mais belas melodias e sem duvida trata de assuntos que tocam fundo no coração. Grande abraço gauchada e apreciem esta bela composição: O Vento!




O VENTO
Os Monarcas

Num mundo com tantas doenças. O povo com pouca crença. Eu venho pedir cantando em sentimentos diversos, eu venho pedir ao vento dar uma volta no universo. (Meditação).

Pedi ao vento que leve lembrança pra minha terra.
Pedi ao vento que leve paz, aonde tem guerra.
Pedi ao vento que leve fartura onde tem miséria.
Pedi ao vento que leve um beijo nos lábios dela.

O Vento foi,
O Vento veio,
Será que o vento já me atendeu?
Só resta agora você me entender,
Que esse vento é o nosso Deus! (Refrão)

Pedi ao vento que salve os jovens perdidos nas drogas.
Pedi ao vento que espalhe no céu o perfume das rosas.
Pedi ao vento que toda a nação seja gloriosa.
Pedi ao vento proteção aos filhos da mãe amorosa.

Repete refrão.

Pedi ao vento pra acalmar as ondas dos sete mares.
Pedi ao vento que leve harmonia a todos os lares.
Pedi ao vento que leve embora a impureza dos ares.
Pedi ao vento em orações que fiz nos altares.

Repete refrão.

Pedi ao vento pra nos conduzir na estrada da vida.
Pedi ao vento que encontre a criança desaparecida.
Pedi ao vento que dê ao doente conforto e guarida.
Pedi ao vento que a minha prece seja ouvida.

Repete refrão.

O VENTO
Os Monarcas

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Prenda do Mês - Carolina Bouvie dos Santos

Postado por Djeine A. Dalla Corte | quinta-feira, dezembro 06, 2007 | , , , , , | 0 comentários »

Ser prenda é um sonho que inicia quando a menina nasce e vai crescendo ao longo de cada ano que passa junto com o amor e o conhecimento das tradições, estes adquiridos nos mates de fim de tarde, no churrasco de domingo, nos bailes e na participação junto a um Centro de Tradições Gaúchas (CTG).

Hoje vamos inaugurar um novo bloco no Gaudérios: “Prenda do Mês”. Este bloco terá como objetivo a valorização da prenda, essa figura que, sem dúvida, é um dos pilares da tradição gaúcha. A iniciação no CTG representa o futuro dessa tradição e a cada mês poderás conhecer melhor uma das inúmeras moças que dedicam-se a este ideal.

Para abrilhantar nosso mês de Dezembro temos o prazer de entrevistar a Prenda Carolina Bouvie dos Santos, 3ª Prenda do CTG Querência do Arroio do Meio, 24ª Região Tradicionalista – MTG/RS.

Gaudérios: Tu és natural de que cidade? Falas um pouco de ti e de tuas raízes.

Me chamo Carolina Bouvie dos Santos, tenho 21 anos, fui por duas gestões 1ª Prenda do CTG Querência do Arroio do Meio, e hoje represento a mesma entidade sendo nomeada 3ª Prenda. Primeiramente agradeço o convite de poder estar aqui falando um pouco sobre a minha participação no que diz respeito à Cultura Gaúcha. Sinto orgulho maior ainda pelo fato que não sou Gaúcha! Isso mesmo, sou Catarinense da cidade de Criciúma. Amo o meu estado, porém foi aqui no Rio Grande do Sul, na cidade de Arroio do Meio que encontrei minhas raízes. Sendo filha de Gaúchos, o destino nos trouxe de volta a este Estado quando eu estava com 11 anos. Entrei no CTG Querência do Arroio do Meio com 13 anos, após meus pais se formarem em um curso de danças realizado pela entidade. Convidaram-me a ingressar na invernada artística e então a paixão pelo Tradicionalismo invadiu a minha vida, e faz parte dela até hoje.

Gaudérios: Qual a relação que tens com a tradição Gaúcha?

A Tradição Gaúcha hoje faz parte do meu dia-a-dia, e não há lugar que me sinta melhor do que dentro de um galpão de CTG. Um lugar de grandes amizades, muito conhecimento e respeito. O fato de ser nascida em Sta Catarina não me julga mais ou menos Gaúcha que sou. Sinto muitas vezes, que sou mais Gaúcha que várias pessoas nascidas aqui, mas que têm a infelicidade de não saber apreciar o que temos de tão belo. Poder passar um pouco desse conhecimento é sempre uma missão honrosa, satisfatória, e me sinto gratificada em estar levando essa cultura a crianças principalmente, e comunidade em geral do município e região.

Gaudérios: Participaste de um concurso de prendas, poderias falar como foi o concurso, o que os jurados avaliam? Conte-nos um pouco sobre o que aconteceu nos bastidores.

Muitas pessoas que não têm um conhecimento sobre este assunto, pensam que concurso de prenda é de beleza. Porém um concurso de prendas vai muito além disso, aliás, beleza é o que menos importa. Passamos por variadas provas, desde escrita sobre geografia, história e tradicionalismo, a questões artísticas, como dança, declamação, canto e artesanato. Também existem relatórios de atividades, participações em eventos estaduais e regionais e projetos que temos de realizar. São avaliadas características pessoais como postura, indumentária correta, delicadeza, oratória, simpatia. Nos bastidores ocorre muito nervosismo e principalmente muita cumplicidade, prendas criando laços de amizade, se ajudando... e no final muitas vezes chorando juntas, umas de alegria e outras talvez de tristeza, afinal nem todas conseguem sair vitoriosas. Mas o que fica de mais precioso é a experiência e a certeza de que tudo valeu à pena.

Gaudérios: O que gostarias de dizer para as prendas que estão iniciando na tradição, ou até mesmo para aquelas que já participam de eventos tradicionalistas, em relação a ser uma autêntica prenda?

Primeiramente ter paixão verdadeira pela nossa tradição, respeitar o que nela tem de mais sublime, e tentar ao máximo perpetuá-la. Levar esse conhecimento adiante, conquistar pessoas a participarem ativamente das atividades realizadas pelo CTG, despertar nelas esse amor, que ainda não existe somente pela falta desse conhecimento. Devemos nos portar como Prendas, com delicadeza, respeito, postura, simplicidade. Poder ostentar uma faixa de Prenda é excelente, quando se sabe a importância e a responsabilidade que se tem. Acima de tudo, vamos honrar nossa Tradição!

Gaudérios: Em relação à Cultura Gaúcha: qual tua música preferida? Poesia? Livro? Sites? Comunidades?

Música: “O Vento” de Os Monarcas. Gosto das músicas em geral e artistas como Os Serranos, Oswaldir e Carlos Magrão e Grupo Rodeio fazem parte da lista de meus preferidos.

Poesia: de Ilton Carlos Dellandréa, Ecos do Vento.

Livro: Tenho adoração por A Casa das 7 Mulheres. Mesmo já tenho admiração pela história ela me tocou de uma maneira até diferente, é como se tivesse ficado mais íntima dos nossos heróis por poder conhecer um pouco mais sobre a vida familiar, pessoal de cada um deles.


Comunidades: Sou mediadora de algumas comunidades do Orkut, como: “Já fui Prenda de Faixa”, com mais de duas mil prendas participantes, “Amo as Danças Tradicionalistas”, “24ª RT – MTG/RS”, e outras.

Gaudérios: Qual o comentário que gostarias de fazer para complementar nossa conversa, por favor, fique a vontade?

Novamente agradeço o convite recebido, foi com muito carinho que expus um pouco de minha experiência para vocês tradicionalistas, e espero poder contribuir sempre para que nossa cultura seja sempre cultivada da maneira mais verdadeira, exata e respeitosa. Saudações Tradicionalistas a todos!
Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra!



Queremos encerrar agradecendo à Carolina pela sua atenção e parabenizá-la por promover a Cultura Gaúcha, seja participando ativamente das atividades de seu CTG, seja através de suas comunidades no ORKUT:
Já fui Prenda de Faixa , Amo as Danças Tradicionalistas, 24ª RT – MTG/RS , Grupo BATE CASCO e ~Sou Moça Fandangueira~.

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Ahh... liberdade!

Postado por Djeine A. Dalla Corte | terça-feira, dezembro 04, 2007 | , , | 0 comentários »

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A música de ontem me fez pensar sobre essa vida dos passarinhos...
Vivem pela liberdade.
Se a tem: a cantam, se não a tem: cantam por ela...
Não importa aos pássaros muitas preocupações, a eles só interessa a esperança e a liberdade!
E estas são renovadas todos os dias...
Afinal, quem conhece a liberdade não quer perdê-la jamais!
Como uma música puxa a outra e já que estamos falando dos pássaros... hoje vamos de Cesar Passarinho:


Os Cardeais




Não chora, menina, não chora por que foram-se os cardeais
Se cantavam, na prisão campo a fora cantam mais
Tanta gente, anda vagando sem saber onde pousar
Mas as aves, só voando é que podem se encontrar

(Você ainda não sabe o que cabe nesta paz
Quando a gente, abre as asas nunca mais, nunca mais) Bis

Era tão triste menina não tinha aceno este cais
Na despedida eram dois depois, depois eram mais
A gaiola abriu as asas por que até a prisão se trai
E o campo se fez casa para o canto dos cardeais

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MÚSICA GAÚCHA

Postado por Djeine A. Dalla Corte | segunda-feira, dezembro 03, 2007 | , , , | 0 comentários »

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Música gaúcha é poesia cantada!

Entre os mestres, hoje quero ressaltar a produção de Cenair Maicá que, apesar de sua belíssima contribuição para a cultura gaúcha, parece ficar um tanto esquecido quando se fala do assunto.

Cenair Maicá, junto com Noel Guarany e Jayme Caetano Braun, deixou um legado que temos a obrigação de divulgar.

Na música Canto dos Livres ele mostra a razão de seu cantar. Mostra seu desejo de cantar um mundo de beleza e sonho, um canto livre como o dos pássaros que todos os dias renovam a esperança de um mundo melhor.

Canto Dos Livres

Se meu destino é cantar, eu canto

Meu mundo é mais que chorar, não choro
A vida é mais do que um pranto, é um sonho

Como marquise sonoro
Hay os que cantam destinos de amores
Por conveniência agradando os senhores
Mas os que vivem a cantar sem patrão
Tocam nas cordas do seu coração

Quem canta refresca a alma
Cantar adoça o viver
Assim eu vivo cantando
Prá aliviar meu padecer

Quisera um dia cantar com o povo
Um canto simples de amor e verdade
Que não falasse em misérias nem guerras
Nem precisasse clamar liberdade

No cantar de quem é livre
Hay melodias de paz
Horizontes de ternura
Nesta poesia de andar

Quisera ter a alegria dos pássaros
Na sinfonia do alvorecer
De cantar para anunciar quando vem chuva
E avisar que já vai anoitecer
E ao chegar a primavera com as flores,
Cantar um hino de paz e beleza
Longe da prisão dos homens, da fome

Prá nunca cantar tristeza

Quem canta refresca a alma
Cantar adoça o viver

Assim eu vivo cantando
Prá aliviar meu padecer

Cenair Maicá

Comunidades do Cenair Maicá no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=296516
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12801481

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POESIA - Poemas Gaudérios

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, dezembro 01, 2007 | , , | 0 comentários »

Um dos maiores orgulhos que tenho do Rio Grande e que me faz sentir imensa saudade, mesmo de coisas que não vivi na experiência, mas que fazem parte de um imaginário que todo gaúcho herda, é a poesia gaúcha.

Termos regionais que lembram nossa identidade e nos diferenciam positivamente do restante do Brasil, digo positivamente pois não faço parte daqueles que pretendem enaltecer sua cultura diminuindo a dos demais, pertenço sim, àqueles gaúchos que honram suas tradições e tem como único desejo sua preservação nesses tempos de tanta flexibilidade nas opiniões.

Por isso é que publico mais uma do nosso maior poeta, o Payador Jayme Caetano Braun :

Trovador Negro

Negro de sorriso claro,
Como sinuelo de pampa,
Que sintetizas na estampa
Longínquas reminiscências;
Negro que lembras dolências
De alegrias e tristezas
Que andaram nas correntezas
Dos rios de muitas querências.

Essa cordeona que abraças
Com ciumenta intimidade,
Traduz - na sonoridade,
Quando teus dedos passeiam,
Madrugadas que clareiam,
Campos pelechando em flor,
Chinocas pedindo amor
E potros que corcoveiam.

E quando a cordeona espichas
Aberta - como prá um pialo,
E o verso sai - de a cavalo,
Sobre a cadência da nota,
Tua mirada remota
Se perde - coxilha acima,
Como quem busca uma rima
Sem saber de onde ela brota.

Tu sim - és poeta - e o mundo,
Prá ti - se torna pequeno.
E nem mil poetas - moreno,
Expoentes de Academia,
Campereando - noite e dia,
O vocabulário gasto
Podem dar cheiro de pasto
Como tu dás à poesia.

Negro de sorriso aberto
Como clarão de alvorada,
Abre essa gaita aporreada,
E canta - a mais não poder.
Canta negro - até morrer,
Com força de mil gargantas,
Pois cantando como cantas
Ninguém te iguala em saber.

Viva a cultura gaúcha e a poesia gaudéira!

Um bom Final de Semana a todos!