Sentimento Gaudério - Orkut

Postado por Pedro Missioneiro | domingo, dezembro 09, 2007 | , , , | 1 comentários »

Vou começar a divulgar as comunidades no Orkut que tratam da cultura, tradição, costumes, música e sentimento gaúcho. Ainda estou fazendo o levantamento, mas existem muitas comunidades com essa temática. Elas são de todos os tamanhos, desde 5 integrantes até 355 mil membros. Algumas não tem tópicos e outras chegam a ter tópicos com mais de 25 mil respostas. Em resumo, tem comunidades relacionadas à Cultura Gaúcha para todos os gostos e finalidades.

Esta primeira comunidade tem como tema o Sentimento Gaudério, ela é a comunidade do Blog Gaudérios, espero que gostem:

Endereço da Comunidade:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=42312116

descrição:

BEM VINDO TCHÊ!
Te aprochega amigo/amiga que aqui é teu lugar!
Participa da Roda do Declamador e deixa um trecho da poesia ou música gaúcha que mais aprecias!
Para declamar e cantar as tradições gaúchas também criei o blog "Gaudérios" http://e-gauderios.blogspot.com/ , lá você pode encontrar poesias gaúchas de Jayme Caetano Braun entre outros poetas gaúchos, músicas vencedoras da Califórnia da Canção Nativa entre outras, humor (cartoons), além de textos sobre a história e a cultura gaúcha.

Como diria o Payador:

"Um dia, quando eu me for,
Rumbeando a Querência Eterna,
Onde bolearei a perna
Diante do meu Criador,
Não chorem o pajador
Do velho pago florido,
Que há de cantar comovido
Até o último repuxo,
Porque só em nascer gaúcho
Vale a pena ter vivido!"

Jayme Caetano Braun - "Milonga do Pajador"

Prenda ou Peão, apeia do teu cavalo e te aprochega neste
blog: http://e-gauderios.blogspot.com/

Todos os gaúchos e gaúchas, dentro ou fora do Rio Grande são muito bem vindos!

Para ver a comunidade clique aqui

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Ecos do Vento - Ilton Carlos Dellandréa

Postado por Mauro dos Reis | domingo, dezembro 09, 2007 | , , , | 0 comentários »

Essa bela poesia foi escolhida pela Prenda do Mês de dezembro:

Ilton Carlos Dellandréa

Os ventos que rezam na pampa
são ventos das fontes mais virgens,
que passam ao longo dos campos,
batendo nas portas dos ranchos
- os templos das nossas origens.

São ventos que trazem recados
das lutas de gentes paisanas:
queriam a terra mais livre,
não como a pampa que vive,
debaixo de botas tiranas.

Os ventos que rezam na pampa
nos trazem recuerdos amargos:
não temos bandeiras nem mastros
e já se apagam os rastros
da nossa infância nos pagos.

Aquilo que avós conquistaram
nos tempos das sendas mais brutas
são ecos das guerras da História
que fogem da nossa memória,
gaúchos que tombam sem luta.

Toda a conquista de séculos
das lutas dos nossos avós,
perdemos no caos desses anos
nas patas de maulas tiranos
que lutam aqui, contra nós.

Da nossa infância, somente,
restam lembranças perdidas.
E os ventos as trazem num grito
que em vão sacode o infinito
das nossas ânsias dormidas.

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O Vento ( Os Monarcas)

Postado por Ana Terra | sábado, dezembro 08, 2007 | , , , | 1 comentários »

A música "O vento" do grupo Os Monarcas, foi a escolhida pela prenda do mês de dezembro, Carolina, como sua preferida. Essa composição trata-se de uma prece por dias melhores. O vento dos Monarcas é uma das mais belas melodias e sem duvida trata de assuntos que tocam fundo no coração. Grande abraço gauchada e apreciem esta bela composição: O Vento!




O VENTO
Os Monarcas

Num mundo com tantas doenças. O povo com pouca crença. Eu venho pedir cantando em sentimentos diversos, eu venho pedir ao vento dar uma volta no universo. (Meditação).

Pedi ao vento que leve lembrança pra minha terra.
Pedi ao vento que leve paz, aonde tem guerra.
Pedi ao vento que leve fartura onde tem miséria.
Pedi ao vento que leve um beijo nos lábios dela.

O Vento foi,
O Vento veio,
Será que o vento já me atendeu?
Só resta agora você me entender,
Que esse vento é o nosso Deus! (Refrão)

Pedi ao vento que salve os jovens perdidos nas drogas.
Pedi ao vento que espalhe no céu o perfume das rosas.
Pedi ao vento que toda a nação seja gloriosa.
Pedi ao vento proteção aos filhos da mãe amorosa.

Repete refrão.

Pedi ao vento pra acalmar as ondas dos sete mares.
Pedi ao vento que leve harmonia a todos os lares.
Pedi ao vento que leve embora a impureza dos ares.
Pedi ao vento em orações que fiz nos altares.

Repete refrão.

Pedi ao vento pra nos conduzir na estrada da vida.
Pedi ao vento que encontre a criança desaparecida.
Pedi ao vento que dê ao doente conforto e guarida.
Pedi ao vento que a minha prece seja ouvida.

Repete refrão.

O VENTO
Os Monarcas

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Prenda do Mês - Carolina Bouvie dos Santos

Postado por Djeine A. Dalla Corte | quinta-feira, dezembro 06, 2007 | , , , , , | 0 comentários »

Ser prenda é um sonho que inicia quando a menina nasce e vai crescendo ao longo de cada ano que passa junto com o amor e o conhecimento das tradições, estes adquiridos nos mates de fim de tarde, no churrasco de domingo, nos bailes e na participação junto a um Centro de Tradições Gaúchas (CTG).

Hoje vamos inaugurar um novo bloco no Gaudérios: “Prenda do Mês”. Este bloco terá como objetivo a valorização da prenda, essa figura que, sem dúvida, é um dos pilares da tradição gaúcha. A iniciação no CTG representa o futuro dessa tradição e a cada mês poderás conhecer melhor uma das inúmeras moças que dedicam-se a este ideal.

Para abrilhantar nosso mês de Dezembro temos o prazer de entrevistar a Prenda Carolina Bouvie dos Santos, 3ª Prenda do CTG Querência do Arroio do Meio, 24ª Região Tradicionalista – MTG/RS.

Gaudérios: Tu és natural de que cidade? Falas um pouco de ti e de tuas raízes.

Me chamo Carolina Bouvie dos Santos, tenho 21 anos, fui por duas gestões 1ª Prenda do CTG Querência do Arroio do Meio, e hoje represento a mesma entidade sendo nomeada 3ª Prenda. Primeiramente agradeço o convite de poder estar aqui falando um pouco sobre a minha participação no que diz respeito à Cultura Gaúcha. Sinto orgulho maior ainda pelo fato que não sou Gaúcha! Isso mesmo, sou Catarinense da cidade de Criciúma. Amo o meu estado, porém foi aqui no Rio Grande do Sul, na cidade de Arroio do Meio que encontrei minhas raízes. Sendo filha de Gaúchos, o destino nos trouxe de volta a este Estado quando eu estava com 11 anos. Entrei no CTG Querência do Arroio do Meio com 13 anos, após meus pais se formarem em um curso de danças realizado pela entidade. Convidaram-me a ingressar na invernada artística e então a paixão pelo Tradicionalismo invadiu a minha vida, e faz parte dela até hoje.

Gaudérios: Qual a relação que tens com a tradição Gaúcha?

A Tradição Gaúcha hoje faz parte do meu dia-a-dia, e não há lugar que me sinta melhor do que dentro de um galpão de CTG. Um lugar de grandes amizades, muito conhecimento e respeito. O fato de ser nascida em Sta Catarina não me julga mais ou menos Gaúcha que sou. Sinto muitas vezes, que sou mais Gaúcha que várias pessoas nascidas aqui, mas que têm a infelicidade de não saber apreciar o que temos de tão belo. Poder passar um pouco desse conhecimento é sempre uma missão honrosa, satisfatória, e me sinto gratificada em estar levando essa cultura a crianças principalmente, e comunidade em geral do município e região.

Gaudérios: Participaste de um concurso de prendas, poderias falar como foi o concurso, o que os jurados avaliam? Conte-nos um pouco sobre o que aconteceu nos bastidores.

Muitas pessoas que não têm um conhecimento sobre este assunto, pensam que concurso de prenda é de beleza. Porém um concurso de prendas vai muito além disso, aliás, beleza é o que menos importa. Passamos por variadas provas, desde escrita sobre geografia, história e tradicionalismo, a questões artísticas, como dança, declamação, canto e artesanato. Também existem relatórios de atividades, participações em eventos estaduais e regionais e projetos que temos de realizar. São avaliadas características pessoais como postura, indumentária correta, delicadeza, oratória, simpatia. Nos bastidores ocorre muito nervosismo e principalmente muita cumplicidade, prendas criando laços de amizade, se ajudando... e no final muitas vezes chorando juntas, umas de alegria e outras talvez de tristeza, afinal nem todas conseguem sair vitoriosas. Mas o que fica de mais precioso é a experiência e a certeza de que tudo valeu à pena.

Gaudérios: O que gostarias de dizer para as prendas que estão iniciando na tradição, ou até mesmo para aquelas que já participam de eventos tradicionalistas, em relação a ser uma autêntica prenda?

Primeiramente ter paixão verdadeira pela nossa tradição, respeitar o que nela tem de mais sublime, e tentar ao máximo perpetuá-la. Levar esse conhecimento adiante, conquistar pessoas a participarem ativamente das atividades realizadas pelo CTG, despertar nelas esse amor, que ainda não existe somente pela falta desse conhecimento. Devemos nos portar como Prendas, com delicadeza, respeito, postura, simplicidade. Poder ostentar uma faixa de Prenda é excelente, quando se sabe a importância e a responsabilidade que se tem. Acima de tudo, vamos honrar nossa Tradição!

Gaudérios: Em relação à Cultura Gaúcha: qual tua música preferida? Poesia? Livro? Sites? Comunidades?

Música: “O Vento” de Os Monarcas. Gosto das músicas em geral e artistas como Os Serranos, Oswaldir e Carlos Magrão e Grupo Rodeio fazem parte da lista de meus preferidos.

Poesia: de Ilton Carlos Dellandréa, Ecos do Vento.

Livro: Tenho adoração por A Casa das 7 Mulheres. Mesmo já tenho admiração pela história ela me tocou de uma maneira até diferente, é como se tivesse ficado mais íntima dos nossos heróis por poder conhecer um pouco mais sobre a vida familiar, pessoal de cada um deles.


Comunidades: Sou mediadora de algumas comunidades do Orkut, como: “Já fui Prenda de Faixa”, com mais de duas mil prendas participantes, “Amo as Danças Tradicionalistas”, “24ª RT – MTG/RS”, e outras.

Gaudérios: Qual o comentário que gostarias de fazer para complementar nossa conversa, por favor, fique a vontade?

Novamente agradeço o convite recebido, foi com muito carinho que expus um pouco de minha experiência para vocês tradicionalistas, e espero poder contribuir sempre para que nossa cultura seja sempre cultivada da maneira mais verdadeira, exata e respeitosa. Saudações Tradicionalistas a todos!
Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra!



Queremos encerrar agradecendo à Carolina pela sua atenção e parabenizá-la por promover a Cultura Gaúcha, seja participando ativamente das atividades de seu CTG, seja através de suas comunidades no ORKUT:
Já fui Prenda de Faixa , Amo as Danças Tradicionalistas, 24ª RT – MTG/RS , Grupo BATE CASCO e ~Sou Moça Fandangueira~.

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Ahh... liberdade!

Postado por Djeine A. Dalla Corte | terça-feira, dezembro 04, 2007 | , , | 0 comentários »

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A música de ontem me fez pensar sobre essa vida dos passarinhos...
Vivem pela liberdade.
Se a tem: a cantam, se não a tem: cantam por ela...
Não importa aos pássaros muitas preocupações, a eles só interessa a esperança e a liberdade!
E estas são renovadas todos os dias...
Afinal, quem conhece a liberdade não quer perdê-la jamais!
Como uma música puxa a outra e já que estamos falando dos pássaros... hoje vamos de Cesar Passarinho:


Os Cardeais




Não chora, menina, não chora por que foram-se os cardeais
Se cantavam, na prisão campo a fora cantam mais
Tanta gente, anda vagando sem saber onde pousar
Mas as aves, só voando é que podem se encontrar

(Você ainda não sabe o que cabe nesta paz
Quando a gente, abre as asas nunca mais, nunca mais) Bis

Era tão triste menina não tinha aceno este cais
Na despedida eram dois depois, depois eram mais
A gaiola abriu as asas por que até a prisão se trai
E o campo se fez casa para o canto dos cardeais

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MÚSICA GAÚCHA

Postado por Djeine A. Dalla Corte | segunda-feira, dezembro 03, 2007 | , , , | 0 comentários »

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Música gaúcha é poesia cantada!

Entre os mestres, hoje quero ressaltar a produção de Cenair Maicá que, apesar de sua belíssima contribuição para a cultura gaúcha, parece ficar um tanto esquecido quando se fala do assunto.

Cenair Maicá, junto com Noel Guarany e Jayme Caetano Braun, deixou um legado que temos a obrigação de divulgar.

Na música Canto dos Livres ele mostra a razão de seu cantar. Mostra seu desejo de cantar um mundo de beleza e sonho, um canto livre como o dos pássaros que todos os dias renovam a esperança de um mundo melhor.

Canto Dos Livres

Se meu destino é cantar, eu canto

Meu mundo é mais que chorar, não choro
A vida é mais do que um pranto, é um sonho

Como marquise sonoro
Hay os que cantam destinos de amores
Por conveniência agradando os senhores
Mas os que vivem a cantar sem patrão
Tocam nas cordas do seu coração

Quem canta refresca a alma
Cantar adoça o viver
Assim eu vivo cantando
Prá aliviar meu padecer

Quisera um dia cantar com o povo
Um canto simples de amor e verdade
Que não falasse em misérias nem guerras
Nem precisasse clamar liberdade

No cantar de quem é livre
Hay melodias de paz
Horizontes de ternura
Nesta poesia de andar

Quisera ter a alegria dos pássaros
Na sinfonia do alvorecer
De cantar para anunciar quando vem chuva
E avisar que já vai anoitecer
E ao chegar a primavera com as flores,
Cantar um hino de paz e beleza
Longe da prisão dos homens, da fome

Prá nunca cantar tristeza

Quem canta refresca a alma
Cantar adoça o viver

Assim eu vivo cantando
Prá aliviar meu padecer

Cenair Maicá

Comunidades do Cenair Maicá no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=296516
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12801481

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POESIA - Poemas Gaudérios

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, dezembro 01, 2007 | , , | 0 comentários »

Um dos maiores orgulhos que tenho do Rio Grande e que me faz sentir imensa saudade, mesmo de coisas que não vivi na experiência, mas que fazem parte de um imaginário que todo gaúcho herda, é a poesia gaúcha.

Termos regionais que lembram nossa identidade e nos diferenciam positivamente do restante do Brasil, digo positivamente pois não faço parte daqueles que pretendem enaltecer sua cultura diminuindo a dos demais, pertenço sim, àqueles gaúchos que honram suas tradições e tem como único desejo sua preservação nesses tempos de tanta flexibilidade nas opiniões.

Por isso é que publico mais uma do nosso maior poeta, o Payador Jayme Caetano Braun :

Trovador Negro

Negro de sorriso claro,
Como sinuelo de pampa,
Que sintetizas na estampa
Longínquas reminiscências;
Negro que lembras dolências
De alegrias e tristezas
Que andaram nas correntezas
Dos rios de muitas querências.

Essa cordeona que abraças
Com ciumenta intimidade,
Traduz - na sonoridade,
Quando teus dedos passeiam,
Madrugadas que clareiam,
Campos pelechando em flor,
Chinocas pedindo amor
E potros que corcoveiam.

E quando a cordeona espichas
Aberta - como prá um pialo,
E o verso sai - de a cavalo,
Sobre a cadência da nota,
Tua mirada remota
Se perde - coxilha acima,
Como quem busca uma rima
Sem saber de onde ela brota.

Tu sim - és poeta - e o mundo,
Prá ti - se torna pequeno.
E nem mil poetas - moreno,
Expoentes de Academia,
Campereando - noite e dia,
O vocabulário gasto
Podem dar cheiro de pasto
Como tu dás à poesia.

Negro de sorriso aberto
Como clarão de alvorada,
Abre essa gaita aporreada,
E canta - a mais não poder.
Canta negro - até morrer,
Com força de mil gargantas,
Pois cantando como cantas
Ninguém te iguala em saber.

Viva a cultura gaúcha e a poesia gaudéira!

Um bom Final de Semana a todos!

Ditados gaúchos

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sexta-feira, novembro 30, 2007 | , | 2 comentários »

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Gauchada aqui tem alguns ditados gaúchos:
ACRÉSCIMO
"Aumentar mais que casa de ladrão."
"Aumentar como barriga de prenha."
ADEQUAÇÃO
"Cair bem como chuva em roça de milho."
ADERÊNCIA
"Grudado como bosta em tamanco."
"Agarrado como carrapato em culhão de touro."
ADMIRAÇÃO
"De boca aberta que nem burro que comeu urtiga."
AGILIDADE
"Mais corrido que lebrão de cusco."
AGITAÇÃO
"Virar-se mais que minhoca na cinza."
AGLOMERAÇÃO
"Quem gosta de aglomeramento é mosca em bicheira."
"Mais amontoado que uva em cacho."
AGUDEZA
"Afiado como navalha de barbeiro caprichoso."
ALHEIAMENTO
"Mais por fora que arco de barrica."
"Mais por fora que arco de barril."
"Mais por fora que quarto de empregada."
"Mais por fora que umbigo de vedete."
ALTIVEZ
"Mais alto que cavalo de oficial."
ALVOROÇO
"Causar alvoroço que nem mata-mosquito em convento."
AMARGURA
"Com cara de quem tomou chá de losna sem açúcar."
ANGÚSTIA
"Mais angustiado que barata de ponta-cabeça."
ANTIGUIDADE
"Mais velho que cagar sentado."
"Mais velho que mijar em arco."
"Mais velho que mijar pra frente."
"Mais velho que rascunho de Bíblia."
APERTO
"Apertado como queijo em cincha."
"Apertado como rato em guampa."
"Mais apertado que nó de soga em dia de chuva."
"Mais apertado que coleira de guaipeca."
"Mais apertado que chapéu novo."
APETITE
"Comer mais que remorso."
APRAZIMENTO
"Bueno como dinheiro achado."
"Bueno como faca achada."
"Bueno como namoro no começo."
ASSANHAMENTO
"Mais assanhado que lambari de sanga."
"Assanhada como solteirona em festa de casamento."


Tchê é ditado gaúcho que não acaba mais !!


ATENÇÃO
"Mais ligado que rádio de preso."
BELEZA
"Mais linda que camisola de noiva."
"Mais linda que laranja de amostra."
"Aquela prenda é mais linda que rosa em começo de primavera."
BRANCURA
"Mais branco que perna de freira."
BRILHO
"Brilhar como ouro de libra."
BURACO
"Esburacado como poncho de calavera."
"Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro"
"Mais rebelde que cabelo de preto"
CHATICE
"Mais chato que chinelo de gordo."
"Mais chato que o irmão do 'Badanha'."
"Chato que nem gilete caída em chão de banheiro."
CIÚMES
"Mais ciumenta que mulher de tenente."
COMODIDADE
"Mais à vontade que bugio em mato de boa fruta."
COMPLEXIDADE
"Mais complicado que receita de creme Assis Brasil."
COMPRIMENTO
"Mais comprido que bombacha de gringo."
"Mais comprido que esperança de pobre."
"Mais comprido que suspiro em velório."
"Mais comprido que xingada de gago."
CONFUSÃO
"Mais enrolado que cabelo de negro."
"Mais enrolado que cristal para viagem."
"Mais enrolado que lingüiça de venda."
"Mais atrapalhado que cego em tiroteio"
CONTRARIEDADE
"Contrariado como gato a cabresto."
CORVO
"Que nem corvo em carniça de vaca atolada."
CURTEZA
"Mais curto que coice de porco."
"Mais curto que estribo de anão."
DEMORA
"Mais demorado que enterro de rico."
"Mais demorado que o mate do João Cardoso."
DESCONFIANÇA
"Mais desconfiado que cego que tem amante."
DESGRAÇA
"Pior que a filha casar com nordestino."
"Pior que cair do cavalo."
DESPREOCUPAÇÃO
"Mais folgado que colarinho de palhaço."
DISPERSÃO
"Espalhar-se como pó de mangueira em pé de vento."
"Esparramado como dedo de pé que nunca entrou em bota."
EMBARAÇO
"Mais perdido que cego em tiroteio."
"Mais perdido que cusco em tiroteio."
"Mais perdido que peido em bombacha."
"Mais perdido que surdo em bingo."
"Mais perdido que cebola em salada de fruta."
"Mais perdido que cusco que caiu do caminhão da mudança."
EMBROMAÇÃO
"Dar mais volta que bolacha em boca de velha."
ENCORDOAMENTO
"Encordoado como teta de porca."
ENFEITE
"Mais enfeitado que bombacha de biriva."
"Enfeitado como bidê de china."
"Mais floreado que guaiaca de correntino."
"Mais enfeitado que burro de cigano em festa."
ENTRAVADO
"Mais entravado que carteira em bolso de sovina."
ESCÂNDALO
"Mais escandaloso que relincho de burro chorro."
ESPERTEZA
"Esperto que nem gringo de venda."
"Que nem carro de funebreiro: só leva."
ESTICADO
"Mais esticado que cola de perdigueiro amarrando perdiz."
EXTRAVIO
"Extraviado que nem chinelo de bêbado."
FACILIDADE
"Mais fácil que fazer falar um rádio."
"Mais fácil que peidar dormindo."
"Mais fácil que tirar doce de guri."
FEDOR
"Mais fedorento que arroto de corvo."
FEIÚRA
"Mais feio que indigestão de torresmo."
"Mais feio que rodada de cusco em lançante."




FELICIDADE
"Alegre como lambari de sanga."
"Alegre que nem paisano à meia guampa."
"Contente como cusco de cozinheira."
"Mais faceiro que égua com dois potrilhos."
"Mais faceiro que filhote de ganso em taipa."
"Mais faceiro que guri de calça nova."
"Mais faceiro que pinto em cisco."
"Mais faceiro que sapo em banhado."
"Mais faceiro que tico-tico na chuva."
"Faceiro como guri de tirador novo."
"Faceiro como mosca em rolha de xarope."
"Faceiro que nem ganso novo."
FINURA
"Mais fino que assobio de papudo."
"Fino e comprido como pio de pinto."
FIRMEZA
"Firme como palanque em banhado."
FORÇA
"Mais forte que sapato de padre."
FROUXIDÃO
"Mais frouxo que calça de palhaço."
"Frouxo como peido em bombacha."
FÚRIA
"Furioso como gato embretado em cano de bota."
GRITARIA
"Gritar mais que cabrito embarcado."
"Ganiçar como cusco que levou água fervendo pelo lombo."
"Como tosa de porco: muito grito e pouca lã."
GROSSURA
"Mais grosso que cintura de sapo."
"Mais grosso que dedo destruncado."
"Mais grosso que mamona de tapera."
"Mais grosso que parafuso de patrola."
"Grosso como palanque de banhado."
"Grosso como rolha pra poço."
IMOBILIDADE
"Parado como água de poço."
IMUNDÍCIE
"Encardido como pelea de caudilho."
"Mais sujo que pau de galinheiro."
INCONSTÂNCIA
"Que nem vara verde, pende para o lado que está o vento."
INDIGÊNCIA MATERIAL
"Esfarrapado que nem poncho de gaudério."
INFERIORIDADE
"Mais por baixo que umbigo de cobra."
INQUIETUDE
"Inquieto como um galho de sarandi tocado pelo vento."
INTROMISSÃO
"Mais metido que dedo em nariz de piá."
"Mais metido que piolho em costura."
INUTILIDADE
"Mais inútil que buzina em avião."
"Mais inútil que mijar em incêndio."
JATO
"Jorrar longe como mijada de colhudo."
JUDIARIA
"Judiado como filhote de passarinho em mão de piá."
"Mais feio que tombo de porco em lajota molhada"
LAMACEIRA
"Está como o banhado quando o graxaim passa a trote."
LENTIDÃO
"Devagar como enterro de a pé."
LOUCURA
"Louco como galinha agarrada pelo rabo."
"Louco de sestiar nos trilho."
MAGREZA
"Mais magro que guri com solitária."
MALDADE
"Maldoso como petiço de guri."

Mais magra que uma bicicleta;

Mais por fora que joelho de escoteiro;

Mais duro que consciência de bolicheiro;

Mais feio que peidá na igreja;

E não tem jeito de acabar, ai vai mais uns ditados bem galdérios!!

MOVIMENTO

"Rebolear as ancas como avestruz repontada."
NERVOSISMO
"Mais nervoso que anão em comício."
"Mais nervoso que gato em dia de faxina."
OBESIDADE
"Gordo e lustroso como gato de bolicheiro."
"Mais pesado que pastel de batata."
PEIDO
"Peidar como metralhadora de piquete em entrevero de revolução."
PELEA
"Pelear como quem dança em surungo de china."
PERFUME
"Mais perfumado que mão de barbeiro."
PERIGO
"Mais perigoso que briga de foice apartada por gadanha."
POPULARIDADE
"Mais conhecido que parteira de campanha."
"Mais conhecido que a reza do padre-nosso."
"Mais conhecido que andar pra frente."
"Mais conhecido que marca de estância grande."
PRAZER
"Mais gostoso que beijo de prima."
PREGUIÇA
"Mais atirado pra trás que pica-pau em tronqueira."
"Atirado como rebenque velho."
"Mais largado que alpargata de negro em cancha de bocha."
PRESSA
"Mais apressado que cavalo de carteiro."
PRÉSTIMO
"Mais prestimosa que mãe de noiva."
"Dá mais que pereba em moleque."
QUIETUDE
"Mais quieto que guri cagado."
RABUGICE
"Cara amarrada como pacote de despacho."
RAPIDEZ
"Mais ligeiro que enterro de pobre."
"Mais ligeiro que tainha de açude."
"Mais ligeiro que correntino roubando."
RECEIO
"Mais medroso que velha em canoa."
"Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro."
REPUGNÂNCIA
"Mais nojento que mocotó de ontem."
"Mais abostado que riquinho querendo ser gaudério."
SERIEDADE
"Mais sério que cusco em chalana."
"Mais sério que defunto."
"Mais sério que guri mijado."
"Mais fechado que baú de solteirona."
SOFRIMENTO
"Sofrer mais que mãe de ouriço."
"Sofrer como joelho de freira na Semana Santa."
SOLIDÃO
"Solito como galinha em gaiola de engorde."
SONO
"Dormir atirado que nem lagarto."
"Dormir que nem sapo morto estirado nos arreios."
TIMIDEZ
"Mais encolhido que tripa grossa na brasa."
TRANQÜILIDADE
"Mais tranqüilo que água de poço esperando o laçaço do balde."
"Tranqüilo como cozinheiro de hospício."
"Tranqüilo e sereno que nem baile de moreno."
"Tranqüilo que nem tartaruga de poço."
"Mansinho como gato de viúva."
"Que nem tartaruga de poço, só esperando o golpe do balde."
TRISTEZA
"Mais triste que último dia de rodeio."
"Triste como burro atolado."
USO
"Mais usado que pronome oblíquo em conversa de professor."
"É... Deus dá ferradura pra potro que não sabe correr."
VERMELHO
"Mais vermelho que pescoço de galo coió."
VISCOSIDADE
"Mais engraxado que telefone de açougueiro."
"Gosmento como cuspida de bêbado."
VIVO
"Vivo como cavalo de contrabandista."
Fonte: www.pampasonline.com.br

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VOCABULÁRIO GAUDÉRIO

Postado por Djeine A. Dalla Corte | quinta-feira, novembro 29, 2007 | , | 0 comentários »

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a cabresto expr. Conduzido pelo cabresto. Submetido.

à meia guampa expr. Meio embriagado, levemente ébrio.

abichornado adj. Aborrecido, triste, desanimado.

anca s. Quarto traseiro dos quadrúpedes. Garupa do cavalo. O traseiro do vacum.

arreios s. Conjunto de peças com que se arreia um cavalo para montar.

bagual 1. Cavalo arisco, selvagem. 2. Fig. Pessoa grosseira, pouco sociável, rude.

bicheira s. Ferida nos animais, contendo vermes depositados pelas moscas varejeiras. Para sua cura, além de medicação, são largamente utilizadas as simpatias e benzeduras.

bidê s. Mesinha de cabeceira. (Aportuguesado do francês bidet).

biriva s. Nome dado aos habitantes de Cima da Serra, descendentes de bandeirantes, ou aos tropeiros paulistas, os quais geralmente andavam em mulas e tinham um sotaque especial diferente do da fronteira ou da região baixa do Estado. Var.: beriva, beriba, biriba.

bolicheiro s. Dono de bolicho.

bolicho s. Casa de negócio de pequeno sortimento e de pouca importância. Bodega. Taberninha.

bugio s. Pelego curtido e pintado, em geral forrado de pano.

cachaço s. Porco não castrado, barrasco, varrão.

calavera s. Indivíduo velhaco, caloteiro, caborteiro, vagabundo, tonto, tratante.

carreira s. Corrida de cavalos, em cancha reta. Quando participam da carreira mais de dois parelheiros, esta toma o nome de penca ou califórnia.

caudilho s. Chefe militar. Manda-chuva.

chalana s. Lanchão chato.

chasque significa mensageiro, pessoa de confiança que leva recado ou mensagem, a pé ou a cavalo, vencendo todas as dificuldades para cumprir a missão que lhe foi delegada. A palavra é de origem quíchua, e no Império Inca, o chasqui percorria grandes distâncias a pé, pois não havia cavalos no continente antes da descoberta da América. Na região do pampa, CHASQUE denomina o cavaleiro que levava mensagem ou correspondência de um lugar a outro. Há registro de uso da palavra já em 1680, em correspondência entre as Missões Jesuíticas.

china s. Descendente ou mulher de índio, ou pessoa do sexo feminino que apresenta alguns dos característicos étnicos das mulheres indígenas. Cabocla, mulher morena. Mulher de vida fácil. (Parece provir do quíchua, xina, que significa aia).

chineiro s. Grande número de chinas, índias ou caboclas.

chorro s. Jorro.

cincha s. Peça dos arreios que serve para firmar o lombilho ou o serigote sobre o lombo do animal.

colhudo adj. e s. Cavalo inteiro, não castrado. Pastor. Figuradamente, diz-se do sujeito valente, que enfrenta o perigo, que agüenta o repuxo.

corredor s. Estrada que atravessa campos de criação, deles separada por cercas em ambos os lados. Há, entre as cercas, regular extensão de terra, onde, por vezes, se arrancham os que não têm onde morar.

cuiudo adj. e s. O mesmo que colhudo.

cusco s. Cão pequeno, cão fraldeiro, cão de raça ordinária. O mesmo que guaipeca.

embretado p. p. Encerrado no brete. Metido em apertos, em apuros, em dificuldades; enrascado, emaranhado.

entrevero s. Mistura, desordem, confusão, de pessoas, animais ou objetos. Recontro em que as tropas combatentes, no ardor da luta, se misturam em desordem, brigando individualmente, corpo a corpo, sem mais obedecer a comando, usando predominantemente a arma branca.

estribo s. Peça presa ao loro, de cada lado da sela, e na qual o cavaleiro firma o pé.

ganiçar v. Ganir.

gaudério s. e adj. Pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa dos outros, andando de casa em casa. Parasita, amigo de viver à custa alheia.

graxaim s. Guaraxaim, sorro, zorro. Pequeno animal semelhante ao cão, que gosta de roer cordas, principalmente de couro cru e engraxadas ou ensebadas, e de comer aves domésticas. Sai, geralmente, à noite. É muito comum em toda a campanha.

gringo s. Denominação dada ao estrangeiro em geral, com exceção do português e do hispano-americano.

guacho Que significa "órfão", expressão usada nas lidas campestres do sul do Brasil , bem como no Uruguai e Argentina que define um animal desmamado precocemente, geralmente pela morte da mãe. Este animal é então alimentado por mamadeira a exemplo de uma criança, até desenvolver-se.

guaiaca s. Cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos.

guaipeca s. Cão pequeno, cusco, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-lata, sem raça definida. Adj. Pequeno, de minguada estatura. Aplica-se, também, às pessoas, com sentido depreciativo.

guasqueaço s. Pancada, golpe dado com guasca. Relhaço, relhada, chicotada, chibatada, correada, açoite.

guri s. Criança, menino, piazinho, serviçal para trabalhos leves nas estâncias.

joão-grande s. Pessoa alta.

lançante s. Descida. Forte declive num cerro ou coxilha; qualquer terreno em declive.

mamona s. e adj. Diz-se de ou a terneira de sobreano que ainda mama.

mangueira s. Grande curral construído de pedra ou de madeira, junto à casa da estância, destinado a encerrar o gado para marcação, castração, cura de bicheiras, aparte e outros trabalhos.

maturrango ou baiano o que monta mal e não sabe executar os diversos trabalhos das fazendas de gado.

paisano adj. Do mesmo país. Amigo, camarada.

palanque s. Esteio grosso e forte cravado no chão, com mais de dois metros de altura e trinta centímetros aproximadamente de diâmetro, localizado na mangueira ou curral, no qual se atam os animais, para doma, para cura de bicheiras ou outros serviços.

papudo s. e adj. Indivíduo que tem papo. Balaqueiro, jactancioso, blasonador. O termo é empregado para insultar, provocar, depreciar, menosprezar outra pessoa, embora esta não tenha papo.

pelea s. Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga, disputa, combate, luta entre forças geligerantes.

pelear v. Brigar, lutar, combater, pelejar, teimar, disputar.

pereba s. Ferida de mau caráter, de crosta dura, que sai geralmente no lombo dos animais. Mazela, sarna, cicatriz. Aplica-se, também, às feridas que saem nas pessoas. Figuradamente, ponto fraco. Var.: Pereva. (Parece provir do tupi-guarani, perebi, mancha de sarna).

petiço s. Cavalo pequeno, curto, baixo.

piá s. Menino, guri, caboclinho.

piquete s. Pequeno potreiro, ao lado da casa, onde se põe ao pasto os animais utilizados diariamente.

poncho s. Espécie de capa de pano de lã, de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. É feito geralmente de pano azul, com forro de baeta vermelha. É o agasalho tradicional do gaúcho do campo. Na cama de pelegos, serve de coberta. A cavalo, resguarda o cavaleiro da chuva e do frio.

potrilho s. Animal cavalar durante o período de amamentação, isto é, desde que nasce até dois anos de idade. Potranco, potreco, potranquinho.

rebenque s. Chicote curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na extremidade. Pequeno relho.

repontar v. Tocar o gado por diante de um lugar para outro.

sanga s. Pequeno curso d'água menor que um regato ou arroio.

sarandi s. Terra maninha.

soga s. Corda feita de couro, ou de fibra vegetal, ou, ainda, de crina de animal, utilizada para prender o cavalo à estaca ou ao pau-de-arrasto, quando é posto a pastar. Corda de couro torcido ou trançado, que liga entre si as pedras das boleadeiras. O termo é usado também em sentido figurado.

surungo s. Arrasta pé, baile de baixa classe, caroço.

taipa s. Represa de leivas, nas lavouras de arroz. Cerca de pedra, na região serrana.

talho s. Ferimento.

tapera s. Casa de campo, rancho, qualquer habitação abandonada, quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé e algum arvoredo velho. Adj. Diz-se da morada deserta, inabitada, triste.

tarca sf Pedaço de tábua ou sarrafo, em que se marca, por meio de pequenos cortes, o número de animais ou objetos que se pretende somar no fim da contagem.

tirador s. Espécie de avental de couro macio, ou pelego, que os laçadores usam pendente da cintura, do lado esquerdo, para proteger e o corpo do atrito do laço. Mesmo quando não está fazendo serviços em que utilize o laço, o homem da fronteira usa, freqüentemente, como parte da vestimenta, o seu tirador que, por vezes, é de luxo, enfeitado com franjas, bolsos e coldre para revólver.

tosa s. Tosquia, toso, esquila.

tronqueira s. Cada um dos grossos esteios colocados nas porteiras, os quais são providos de buracos em que são passadas as varas que as fecham.

tropeiro s. Condutor de tropas, de gado, de éguas, de mulas, ou de cargueiros. Pessoa que se ocupa em comprar e vender tropas de gado, de éguas ou de mulas. Peão que ajuda a conduzir a tropa, que tem por profissão ajudar a conduzir tropas. O trabalho do tropeiro é um dos mais ásperos, pois, além das dificuldades normais da lida com o gado, é feito ao relento, dia e noite, com chuva, com neve, com minuano, com soalheiras inclementes, exigindo sempre dedicação integral de quem o realiza.

xucro adj. Diz-se do animal ainda não domado, chimarrão, bravio, esquivo, arisco.

Fonte: Dicionário de Regionalismos do Rio Grande do Sul, de Zeno e Rui Cardoso Nunes.


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