Tertúlia

Postado por Djeine A. Dalla Corte | sábado, novembro 17, 2007 | , , | 0 comentários »

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Uma chamarra uma fogueira
Uma chinoca uma chaleira
Uma saudade, um mate amargo
E a peonada repassando o trago
Noite cheirando a querência
Nas tertúlias do meu pago.

Tertúlia é o eco das vozes
perdidas no campo afora
Cantiga brotando livre
novo prenúncio de aurora
É rima sem compromisso
julgamento ou castração
Onde se marca o compasso
no bater do coração.

É o batismo dos sem nome
rodeio dos desgarrados
Grito de alerta do pampa
tribuna de injustiçados
Tertúlia é o campo sonoro
sem fronteira ou aramados
Onde o violão e o poeta
podem chorar abraçados.

Leonardo


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