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02ª CALIFORNIA DA CANCAO NATIVA DO RIO GRANDE DO SUL, 1972 PEDRO GUARA

Postado por msr4k | terça-feira, maio 13, 2014 | , , , | 0 comentários »

Canção Vencedora da segunda Califórnia da Canção Nativa, 1972 - Pedro Guará (Cláudio Boeira Garcia e José Cláudio Machado).

01ª Lugar da Califórnia da Canção Nativa de 1971 - Reflexão

Postado por msr4k | domingo, maio 11, 2014 | , , | 0 comentários »


1971 - Reflexão (Colmar Duarte e Júlio da Silva Filho)

Califórnia da Canção Nativa

Postado por msr4k | domingo, maio 11, 2014 | , , , , , , | 0 comentários »


A Califórnia da Canção Nativa é o maior evento musical que celebra a cultura  regional do Brasil, teve início em 1971 na cidade de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. O prêmio máximo da Califórnia é a Calandra de Ouro (Figura 1). A lista completa das canções vencedoras da Califórnia da Canção Nativa pode ser vista na lista abaixo.

Figura 1 - Calandra de Ouro1.

Canções vencedoras da Califórnia da Canção Nativa2



  • 1971 - Reflexão (Colmar Duarte e Júlio da Silva Filho)
  • 1972 - Pedro Guará (Cláudio Boeira Garcia e José Cláudio Machado)
  • 1973 - Canto de Morte de Gaudêncio Sete Luas (Luiz Coronel e Marco Vasconcelos)
  • 1974 - Canção dos Arrozais (José Hilário Retamozzo)
  • 1975 - Roda Canto (Aparício Silva Rillo e Mario Barbará)
  • 1976 - Um Canto para o Dia (Ernani Amaro Oliveira)
  • 1977 - Negro da Gaita (Gilberto Carvalho e Airton Pimentel)
  • 1978 - Pássaro Perdido (Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Vasconcelos)
  • 1979 - Esquilador (Telmo de Lima Freitas)
  • 1980 - Veterano (Antonio Augusto Ferreira e Everton dos Anjos Ferreira) - interpretado por Leopoldo Rassier
  • 1981 - Desgarrados (Sérgio Napp e Mario Barbará)
  • 1982 - Tertúlia (Leonardo)
  • 1983 - Guri (João Batista Machado e Júlio Machado da Silva Neto)
  • 1984 - O Grito dos Livres (José Fernando Gonzales)
  • 1985 - Astro Aragano (Jerônimo Jardim)
  • 1986 - Tropeiro do Futuro (Armando Vasquez e Adão Quintana Vieira)
  • 1987 - Pampa Pietá (Dilan Camargo e Newton Bastos)
  • 1988 - Toada de Mango (Mauro Ferreira e Elton Saldanha)
  • 1989 - Mandala das Esporas (Vaine Darde e Elton Saldanha)
  • 1990 - Mostra das Composições Antológicas dos Vinte Anos
  • 1991 - Florêncio Guerra e seu Cavalo (Mauro Ferreira e Luiz Carlos Borges)
  • 1992 - O Minuano e o Poeta (Louro Simões e Clóvis de Souza)
  • 1993 - Domador dos Sesmarias (Elmo de Freitas)
  • 1994 - Milonga-me (Vinícius Brum)
  • 1995 - Querências (Silvio Aymone Genro e Getúlio Rodrigues)
  • 1996 - Canto e Reflexão para a Província (Sérgio Rojas)
  • 1997 - O Forasteiro (Vinicius Brum, Mauro Ferreiro e Luiz Carlos Borges)
  • 1998 - O Nada, (Rodrigo Bauer e Chico Saratt)
  • 1999 - Poema Não Escrito (Tadeu Marfins e Lenin Nuñes)
  • 2001 - Rastros de Ausência (Adão Quevedo e Mauro Marques)
  • 2002 - Feito o Carreto (Mauro Moraes)
  • 2003 - Laçador de Barro (Antônio Augusto Ferreira/Mauro Ferreira e Luiz Carlos Borges) – interpretado por João de Almeida Neto
  • 2004 - Muchas Gracias (Gujo Teixeira e Pirisca Grecco) , interpretado por Pirisca Grecco
  • 2005 - Com os pés fincados no chão (Zeca Alves, Pirisca Grecco e Ricardo Martins) - interpretado por Pirisca Grecco
  • 2007 - Céu na terra, pelo rio (Tadeu Martins e Lenin Nuñes) - interpretado por Maurício Barcellos
  • 2009 - A sanga do Pedro Lira (Demétrio Xavier e Marco Aurélio Vasconcellos) – interpretada por Marco Aurélio Vasconcellos
  • 2013 - Petiço Mapa-Múndi (Rafael Ovídio da Costa Gomes, Fernando Saldanha Filho, Pedro Ribas e César Sntos) – interpretada por César Santos

Referência



É Aqui Junto Ao Chapéu

Postado por Unknown | terça-feira, abril 24, 2012 | | 0 comentários »

Pura e autêntica poesia gaúcha!

Compositor: Ângelo Franco

Essa música eu conheci na voz do grupo Buenas e M’espalho composto por: Shana Müller, Érlon Péricles, Cristiano Quevedo e Ângelo Franco. Leia a letra e aprecie a beleza das palavras deste pessoal jovem que com certeza levará adiante nossas tradições.

É aqui junto ao chapéu...
É aqui junto ao chapéu que se carraga o pensar
Que se analisa o sentir e os rumos pra se tranquear
Aqui se esconde o sentido de tudo que um homem faz
E se define a vergonha que a cara pode estampar

Eu aprendi muito cedo matenando com o meu avô
Que o homem agente conhece no rastro que ele deixou
Que a história não perde nada e um dia o que se passou
Vem revelar a consciência que o sujeito carregou

O mundo tem olhos grandes não deixa nada passar
Enxerga o que agente planta e o que deixa de plantar
Um dia o fruto da alma de cada um vai vingar
Trazendo gosto à garganta conforme Deus ordenar

Eu sei que o povo gaúcho conhece a história que tem
E que o rio grande começa em cada homem de bem
Cada consciência é um caminho que pode ou não ir além
E só cuida pra aonde vai quem respeita de onde vem

Eu sei que o povo gaúcho conhece a história que tem
E que o rio grande começa em cada homem de bem
Cada consciência é um caminho que pode ou não ir além
E só cuida pra aonde vai quem respeita de onde vem

É aqui junto ao chapéu no nosso eu mais profundo
Que reside a diferença entre o seco e o fecundo
Existe larga distância entre o primeiro e o segundo
Entre os que mancham a história e os que constroem o mundo

Música Gaúcha: tradicionalismo versus tchê music

Postado por Unknown | quarta-feira, outubro 21, 2009 | | 0 comentários »

Reportagem de capa do Diário Gaúcho, de 17 de outubro de 2009:

Será o fim da tchê music?

Músicos do movimento que abandonou a pilcha nos palcos, desafiando patrões de CTGs, voltam atrás e rendem-se ao tradicionalismo.

Três anos após a polêmica que varreu bailantas Rio Grande afora, os filhos à casa tornam. Em 2006, de um lado do embate, estavam os integrantes das chamadas bandas de tchê music, do outro, os irredutíveis tradicionalistas.

Agora, nomes até pouco tempo da tchê music, como Luiz Cláudio e o grupo Quero-Quero, estão voltando às origens. Outros, como o Tchê Barbaridade, tentam o meio-termo. Será o início do fim da tchê music? Eles serão aceitos de volta nos CTGs?

Pelas palavras do presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), Manoelito Savaris, não será tão simples assim.

– Se voltarem a fazer música gaúcha tradicional, tendo a postura adequada, serão contratados. Mas poderão ter dificuldade, pois haverá desconfiança – avisa o tradicionalista.

– Quem for contratá-los terá que tomar certos cuidados. Eles terão que comprovar que voltaram ao tradicionalismo – sustenta Manoelito.

Quem for voltar, que volte por inteiro:

– Se quiserem disputar o mercado, que venham por inteiro. Existem 900 galpões de CTGs realizando bailes e fandangos pelo Rio Grande do Sul!

Crítico de todo e qualquer tipo de radicalismo com que tradicionalistas tratam a questão, o folclorista e pesquisador Paixão Côrtes ressalta:

– Sou contra qualquer medida proibitiva, mas sou a favor de conceituação, da diferenciação dos estilos claramente.

E, se o presidente do IGTF, Manoelito, aposta que os tchês têm prazo de validade:

– Eles não guardam raiz com nada!

Aí, o eterno Laçador bem que concorda:

– Todo modismo tem tempo limitado, é circunstancial, consumista...

Quero-Quero, um dos grupos mais renomados, teve apenas um DVD em estilo tchê music e não quis continuar na linha. Foi em 2005, com Ave Fandangueira ao Vivo.

– Tentamos passar para um mercado que estava se abrindo. Mas o público mais fiel chiou e com razão. Nossa veia é tradicional – define o vocal, André Lucena.

Para confirmar o que diz, o músico ressalta que o grupo nunca deixou de usar toda a vestimenta gaúcha nos palcos.

– A gente ouvia: “O Quero-Quero tá na tchê music, então, não toca mais no nosso CTG”. Mas já estamos recebendo convites novamente – relata o integrante do grupo.

Quanto ao motivo da volta às origens, o cantor não poupa palavras, ainda que com um pouco de receio de provocar a ira dos adeptos da tchê music:

– Nós somos muito críticos em relação à musicalidade. O que observamos, sem querer depreciar ninguém, é que as letras da tchê music eram muito pobres!

Os fãs já podem agendar-se, porque o retorno do grupo ao tradicionalismo será marcado pelo lançamento do álbum Quero-Quero 20 anos de História. Deve estar nas lojas em dezembro.

Em 2006, Luiz Cláudio declarava: “Abandonamos a pilcha para ficar mais perto do público”. Hoje, voltou a usar bombacha e, definitivamente, como gosta de ressaltar.

– O nosso público começou a nos cobrar músicas tradicionais. Nunca cuspi no prato que comi, apenas segui um caminho que achei conveniente na época. Voltei para ficar – assegura.

Durante o seu tempo de tchê music, os CTGs não o aceitavam. Agora, tem esperança que a situação mude:

– Já pilchado, fiz o encerramento da Semana Farroupilha em Canoas.

Um dos primeiros a saber da mais recente mudança de Luiz Cláudio foi Manoelito, que, em 2006, presidia o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), hoje comandado por Oscar Gress (o Diário tentou contato, mas Oscar está em viagem). Luiz Cláudio enviou e-mail a Manoelito, com a capa do novo CD e com a música Se o Rio Grande me Precisa – na “nova” linha tradicionalista.

– Fiz isso para me retratar com ele e comunicar a mudança. Ele respondeu muito bem – conta o músico.

Direto de Itajaí, Santa Catarina, onde Tchê Garotos fez show recentemente, o gaiteiro e vocalista Markynhos Ulyian nega o rótulo de tchê music para o grupo. Mas não dá para negar que foi justamente quando abandonaram a fase tradicionalista, que estes gaúchos começaram a bombar nacionalmente.

– Tchê music não existe no resto do país. Em São Paulo, por exemplo, somos sertanejos. Em novembro, lançaremos o CD Tchê Garotos – Luau Sertanejo – conta.

Quanto aos grupos que estão voltando para o tradicionalismo, Markynhos é definitivo:

– Acredito que é mais uma forma de desespero deles, atrás do ganha-pão.

Em busca de “um ponto de equilíbrio entre as vertentes”, como gosta de argumentar, o Tchê Barbaridade lança o CD Cante e Dance com faixas bem mais campeiras como Trancaço, escrita por Mauro Moraes, premiado em vários festivais nativistas.

– A gente vai tentar achar um caminho para unificar as duas ideias, o tradicional com o novo. Já temos músicas com esta perspectiva – afirma o vocalista e líder do grupo, Marcelo Noms.

Mesmo perseguindo o meio-termo com o resgate do tradicional, o Tchê Barbaridade não pretende vestir a bombacha de novo.

– Temos uma cantora (Carmen). Colocá-la vestida de prenda é pedir para andar para trás! – sentencia o músico, que finaliza com uma observação:

– Deixamos de ser um objeto cultural, para ser um grupo totalmente ligado à música.


JOSÉ AUGUSTO BARROS | jose.barros@diariogaucho.com.br

Dê sua opinião sobre o tema!

Documentário sobre Luiz Marenco

Postado por Unknown | sábado, agosto 29, 2009 | , | 0 comentários »

"Estradeiro" de Esther da Veiga

Assista no Youtube, um trailer sobre o projeto de conclusão de curso, feito pela aluna de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Esther da Veiga, relatando a carreira de Luiz Marenco. O projeto consiste na produção de um vídeo-documentário de aproximadamente vinte minutos, onde foi abordada a carreira de um dos maiores cantores da música gaúcha.

Em seu conteúdo, o trabalho visou apresentar alguns aspectos peculiares mais marcantes na figura do gaucho, verificar quais são os significados da música gaúcha presente na cultura do Estado do Rio Grande do Sul e transpor, através da contextualização de fatos, porque Luiz Marenco é tão importante para a história da música tradicionalista do Estado.

As gravações iniciaram em marco de 2009 e a aluna percorreu o estado em busca de depoimentos e informações.

Obrigado Esther, pelo carinho e comprometimento com este trabalho que será apresentado junto as comemorações dos 20 Anos de Carreira de Luiz Marenco em 2010.

Luiz Marenco Produções Artísticas

link

Luiz Marenco

Postado por Unknown | sábado, agosto 29, 2009 | , , | 0 comentários »

Show de Luiz Marenco na Expointer:

http://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=595fe1f866&view=att&th=1236302c3d1f5065&attid=0.1&disp=inline&zw


Bailes do Boqueirão


Composição: Jayme Caetano Braun - Luiz Marenco

Nos bailes do boqueirão sem espora ninguém dança
E toda e qualquer lambança se decide no facão
Nos bailes do boqueirão candeeiro de querosene
Gateada, ruiva e morena a gente amansa a tirão

Nos bailes do boqueirão com cordeona de oito baixo
A fêmea que agarra o macho e é proibido carão
Nos bailes do boqueirão não tem de mamãe não gosta
Depois que a chirua encosta só que aparte com facão

Nos bailes do boqueirão nunca se muda de rima
O mais fraco vai por cima e o mais forte anda no chão
Nos bailes do boqueirão ninguém é dono de china
E o causo sempre termina num sururu de facão

Nos bailes do boqueirão quando o candeeiro termina
Apenas o olhar da china serve de iluminação
Nos bailes do boqueirão sempre que dá um tempo feio
O taio de palmo e meio é menor que um beliscão

Shana Müller: O cantar que nos hermana

Postado por msr4k | quarta-feira, junho 17, 2009 | , , | 1 comentários »

Nesse video Shana Mülher canta uma milonga de Érlon Péricles e Carlos Souza, intitulada "O cantar que nos hermana", essa bela interpretação de Shana pode ser vista na video abaixo:

Companheira - Pedro Ortaça

Postado por Unknown | domingo, maio 24, 2009 | , , | 0 comentários »

Flor gaúcha, alma da querência.
Companheira de muitas caminhadas
Fibra de mulher, doce paciência
Das sangas cruzando as canhadas.

Companheira, Companheira
Que eu sonhei desde guri.
Aroma de flor silvestre,
caty-porã ivoti.

No jeito belo de servir o mate,
No gesto firme diante as incertezas.
Quanto apoio no mais duro embate,
Quantos carinhos p'ra matar tristezas.

Companheira, Companheira
Que eu sonhei desde guri.
Aroma de flor silvestre,
caty-porã ivoti.

Vamos mateando nossas alegrias,
Veja que lindos filhos que criamos.
Aquecendo o nosso amor todos os dias
São seivas puras dos mates que sevamos.

Companheira, Companheira
Que eu sonhei desde guri.
Aroma de flor silvestre,
caty-porã ivoti.

Mate de Esperança

Postado por Unknown | segunda-feira, fevereiro 02, 2009 | , , , | 2 comentários »

Interpretação: Délcio Tavares

Essa música é um belíssimo exemplar da música gaúcha e principalmente, em minha modesta opinião, da forma poética com que nossos poetas gaúchos exultavam a tradição. Essa música emociona especialmente pela delicadeza com que trata da temática da saudade relacionada à tradição do chimarrão.




Composição: Francisco Castilhos / Albino Manique*


Eu vou cevar um mate gordo de esperança
Com a erva verde do verde do teu olhar
Tomar um trago bem graúdo
E preparar tudo
Para te esperar

E o meu rancho que era escuro de saudade
Eu vou fazer uma pintura de alegria
Para te impressionar e te agradar
Se tu voltar guria

Eu fiz promessa pro negrinho
Eu fiz promessa pro negro do pastoreio
Levei fumo em rama e um gole de canha
Como oferenda
Só para ele me ajudar
Só pra ele me ajudar a encontrar um meio
E um laço forte pra que eu te prenda, prenda

Oh!oh!oh!
E então sem mágoa
Posso até sentir o que virá depois
Oh!oh!oh!
Vou esquentar a água e feliz servir
Um mate pra nós dois.

*Francisco Castilhos e Albino Manique foram fundadores em 1957 do Grupo Os Mirins.

Senhor das Manhãs de Maio

Postado por Unknown | sexta-feira, dezembro 05, 2008 | , , | 0 comentários »

A música "Senhor das Manhãs de Maio" foi escolhida pela Prenda do Mês de Dezembro, Liriane dos Santos como sendo sua preferida.

Gujo Teixeira / Luiz Marenco

Meu galpão de alma tranqüila
ressuscita todo dia...
Cada vez que o sol destapa
sua silhueta sombria
e desenha cinamomos
na minha querência vazia...

- Senhor das manhãs de maio
ceva este mate pra mim
que eu venho a tempos de lua
minguando sonhos assim:
- Os que eu posso, sonho aos poucos
os que eu não posso, dou fim...

Silencio quando posso
Quando quero sou estrada
diviso as coisas do tempo
bem antes da madrugada.
Numa prece que bem me lembro
refaço minhas orações:
- "Pai nosso que estais no céu
precisai vir aos galpões!"

No descaso dos galpões
- solito quando me vejo -
é que se achega a saudade
com seus olhos de desejo.
Pondo estrelas madrugueiras
neste céu de picumã
parecendo que se adentra
pra contemplar minha manhã.

Meus sonhos domei pra lida
pra minha rédea, ao meu gosto
pras dores da minha alma
se ela cruzar esse agosto.
- Por favor Senhor dos mates
não deixe a manhã tão triste
mateia junto comigo
que eu sei que tu ainda existe...

Teixeirinha

Postado por Unknown | quinta-feira, dezembro 04, 2008 | , , , , | 0 comentários »

Victor Matheus Teixeira, mais conhecido como Teixeirinha, nasceu em Rolante, em 3 de março de 1927 — e faleceu em Porto Alegre em 4 de dezembro de 1985. Foi um cantor e compositor brasileiro, também conhecido como o Rei do Disco, pelos recordes de vendas de discos que conseguiu em sua época.

Biografia

Teixeirinha teve uma infância difícil, especialmente por ter perdido aos sete anos o pai, um carreteiro, e aos nove anos a mãe, em um incêndio. Em 1960 tornou-se sucesso nacional com o lançamento de "Coração de Luto",que falava da trágica morte de sua mãe, no programa do Chacrinha. Em 1961 conheceu em Bagé a cantora Mary Terezinha, que se tornou sua efetiva companheira.

Atuou também no cinema, sendo que o filme Coração de Luto, de 1967, era uma autobiografia.

Teixeirinha é um típico músico da música gaúcha, sendo ele um ícone do estilo. Uma de suas canções mais famosas é "Querência Amada", que em sua introdução possui uma dedicatória ao pai e acabou se tornando um hino informal ao Rio Grande do Sul.

Teixeirinha e Mazzaropi foram os maiores fenômenos populares do cinema sul-americano regional. No caso do cantor gaúcho, seus filmes chegaram a superar 1,5 milhões de espectadores, obtidos apenas nos três estados do sul do país. Eram co-produzidos por distribuidores e exibidores locais, que lhes asseguravam a permanência em cartaz. Sua última produção, "A Filha De Iemanjá" foi distribuída pela Embrafilme com fracos resultados. Uma análise mais detalhada dos resultados de exibição pode conduzir a uma melhor compreensão da relação regional da distribuição e da exibição.

Discografia

1960 - O Gaúcho Coração do Rio Grande
1961 - Assim é nos pampas
1961 - Um gaúcho canta para o Brasil
1962 - Saudades de Passo Fundo
1962 - Teixeirinha, volume 4
1963 - Teixeirinha Show
1963 - Teixeirinha interpreta
1963 - Êta gaúcho bom
1964 - Gaúcho autêntico
1964 - Canarinho cantador
1965 - O rei do disco
1965 - Bate-bate coração
1966 - Disco de ouro
1966 - Teixeirinha no cinema
1967 - Coração de Luto - trilha sonora do filme
1967 - Mocinho aventureiro
1967 - Dorme Angelita
1968 - Doce coração de mãe
1968 - Última tropeada
1969 - O rei
1969 - Volume de prata
1970 - Carícias de amor
1971 - Fora de série
1971 - Entre a cruz e o amor
1971 - Chimarrão da hospitalidade
1972 - Ela tornou-se freira - trilha sonora do filme
1972 - Minha homenagem
1973 – O Internacional
1973 - Sempre Teixeirinha
1974 - Última gineteada / Menina que passa
1975 - Pobre João - trilha sonora do filme
1975 - Aliança de ouro
1975 - Lindo Rancho
1977 - Norte a Sul
1977 - Canta meu povo / Fronteira gaúcha
1978 - Amor de verdade / Inseparável violão
1978 - Menina da gaita / O Centro-Oeste brasileiro
1979 - 20 anos de glória
1980 - Menina Margareth / Vida e morte
1981 - Iemanjá - trilha sonora do filme
1982 - Que droga de vida / Infância frustrada
1982 - Dez desafios inéditos - Teixeirinha e Mary Terezinha
1983 - Chegando de longe / Apenas uma flor
1984 - Guerra dos desafios - Teixeirinha e Nalva Aguiar
1984 - Quem é você agora / Amor desfeito
1985 - Amor aos passarinhos
1993 - Os Grandes Sucessos de Teixeirinha (Póstumo)
1994 - Teixeirinha Canta com Amigos (Póstumo)

Participação Especial

1980 - A Grande Noite da Viola

Filmografia

1967 - Coração de Luto
1969 - Motorista sem limites
1972 - Ela Tornou-se Freira
1973 - Teixeirinha 7 Provas
1974 - O Pobre João
1976 - Na Trilha da Justiça
1976 - Carmen a Cigana
1976 - A Quadrilha do Perna Dura
1978 - Meu Pobre Coração de Luto
1978 - Gaúcho de Passo Fundo
1979 - Tropeiro Velho
1981 - A Filha de Iemanjá


Gildo de Freitas

Postado por Unknown | quinta-feira, dezembro 04, 2008 | , , | 0 comentários »

Biografia

Nome: Leovegildo José de Freitas.

Data de Nascimento: 19 de junho de 1919.

Local de Nascimento: Bairro do Passo d'Areia, Porto Alegre, filho de Vergílio José de Freitas e Georgínia de Freitas.

Profissão: Muitas, trabalhador, fora-da-lei, negociante, político, ídolo e mito, mas a rigor apenas uma: trovador e cantador popular. Considerado até pelos seus inimigos como o maior dos trovadores gaúchos. Fez sucesso versando sobre as coisas do Rio Grande. A rapidez de raciocínio e o humor eram suas maiores qualidades. Fez fama nos programas de rádio ao vivo na década de 50 e foi grande amigo de Teixeirinha, com quem disputou popularidade e acabou brigando em 1977. Foi amigo de Getúlio Vargas e por isso considerado subversivo após o golpe de 64. Também de especializou em animar bailões de músicas gaúchas e alegrar o povo.

Cronologia

1931 - Gildo foge de casa pela primeira vez, aos 12 anos.
1937 - É tido como desertor, por não ter se apresentado à convocação militar. Envolve-se na primeira briga séria, onde morre um jovem amigo. Primeira prisão. Cria ódio da polícia.
1941 - Casamento com dona Carminha. Passa a ter morada fixa no bairro de Niterói, em Canoas, Grande Porto Alegre. Continuam os contratempos com a polícia.
1944 - Nasce o primeiro filho depois de dois perdidos. Gildo começa a viajar bastante e a ser reconhecido como trovador. A polícia mantem-se em cima.
1949 - Trovador com fama ascendente em todo o Rio Grande do Sul, desaparece de casa e reaparece na fronteira gaúcha. Em longa temporada passada no Alegrete, mal consegue caminhar, com problema de paralisia nas pernas.
1950/51 - Em São Borja, conhece Getúlio Vargas e entra em sua campanha política. Param as perseguições policiais. Primeira viagem ao Rio de Janeiro.
1953/54 - Faz fama como trovador nos progamas de rádio ao vivo em Porto Alegre. Volta à viver no Passo d`Areia, com a família.
1955 - Encontro e identificação como Teixeirinha. Muitas viagens. Mudança para o bairro Passo do Feijó e abertura do primeiro bolicho.
1956/60 - Maior atração do programa Grande Rodeio Coringa dos domingos à noite. Mais viagens com Teixeirinha.
1961/62 - Declínio dos progamas de rádio ao vivo, televisão começando. Gildo resolve largar de mão a "cantoria" e inventa de criar porcos.
1963 - Viagem a São Paulo para gravar o primeiro disco.
1964 - É lançado o primeiro LP. Em meados do ano é "convidado" a prestar depoimento sobre suas ligações com o trabalhismo.
1965 - Início da célebre disputa com Teixeirinha através dos discos. Jango o convida para viver no Uruguai e ele não aceita.
1970/77 - Várias internações em hospitais, sucesso popular das gravações, muitas viagens. A "briga" com Teixeirinha chega ao auge. Mudança para Viamão.
1978 - Inaugura em Viamão a Churrascaria Gildo de Freitas e dá início aos bailões.
1982 - Grava o último disco, para a mesma gravadora dos outros todos, Continental. Última internação em hospital, últimas aparições públicas em programas de TV. Morte em 4 de dezembro.

Observação: O A Lei Estadual 8814, de 10 de janeiro de 1989, cujo Projeto de Lei foi de autoria do então Deputado Joaquim Moncks e justificativa com mais de vinte folhas.

Esta Lei, "Fixa o dia 4 de dezembro como o "DIA DO POETA REPENTISTA GAÚCHO e do ARTISTA REGIONAL GAÚCHO", no Estado do Rio Grande do Sul. Consagra como patronos respectivamente Gildo de Freitas e Teixeirinha, pois ambos morreram em 4 de dezembro, o Gildo em 1982 e o Teixeirinha em 1985.

Algumas de suas músicas :

Baile do Chico Torto
Definiçâo das pilchas
Definição do Grito
Eu Não Sou Convencido
Eu Reconheço Que Sou Um Grosso
Figueira amiga
História dos Passarinhos
Homem feio não possui mulher bonita
Homem Sem Coragem
Lembrança Do Passado
Mula Preta
Percorrendo o Rio Grande
Que negrinha boa
Rancho de Capim Barreado
Resposta do Relho Trançado
Saudades de Minha Terra
Sistema Dos Pagos
Trança De China

Noel Guarany - Potro Sem Dono

Postado por Unknown | terça-feira, outubro 07, 2008 | , , | 0 comentários »


A sede de liberdade rebenta a soga do potro
Que parte em busca do pago e num galope dispara
Rasgando a coxilha ao meio
Mordendo o vento na cara.....

Bebe o horizonte nos olhos, empurra a terra pra trás.
Já vai bem longe a figura, mostra o caminho tenaz.
A humanidade sofrida,
Que luta em busca da paz.

Vai potro sem dono, vai livre como eu.

Se a morte lhe faz negaça,
Joga a vida com a sorte.
Desprezando a própria morte,
Não se prende a preconceito.
Nem mata a sede com farsa,
Leva o destino no peito.

Na seiva da madrugada,
Vai florescendo a canção.
Aquece o fogo de chão,
Enxuga meu pranto de ausência,
Nesta guitarra campeira,
Velho clarim da querência.

Breve resumo da vida e da obra de Noel Guarany:

1941 – Nasce em Bossoroca
1960 – Começa a percorrer países da América Latina
1968 – Apresenta um programa na Rádio São Luiz, em São Luiz Gonzaga
1970 – Lança, com Cenair Maicá, um compacto com as músicas Filosofia de Andejo e Romance do Pala Velho
1971 – Disco Legendas Missioneiras
1973 – Disco Destino Missioneiro
1975 – Participa do disco Música Popular do Sul e lança o álbum LP sem Fronteiras
1976 – Lança, na Argentina, o disco independente Payador, Pampa e Guitarra
1977 – Disco Noel Guarany Canta Aureliano Figueiredo Pinto
1979 – Disco De Pulperia
1980 – Disco Alma, Garra e Melodia
1982 – Disco Para o que Olha sem Ver
1988 – Disco A Volta do Missioneiro
1998 – Morre aos 56 anos, em Santa Maria

Noel Guarany - Na Baixada do Manduca

Postado por Unknown | terça-feira, outubro 07, 2008 | , , | 1 comentários »

Quantos fandangos já foram embalados pelas "guitarras orientales" e a "gaita correntina" da música, pra lá de gaudéria: "Na Baixada do Manduca" de Noel Guarany. Como diria o Gaudério, chega dá coceira na bota!

Na Baixada do Manduca
Noel Guarany

Lá na baixada do manduca hai rebuliço de china
Três guitarras orientales e uma gaita correntina
E um biriva Rio-grandense com toadas lisboinas

***
E dê-lhe mate pelos campos no compasso da chamarra
Entra Juca e sai manduca, dê-lhe cordeona e guitarra
E dê-lhe mate pelos campos no compasso da chamarra
Entra Juca e sai manduca, dê-lhe cordeona e guitarra
***

O chinaredo lá da estância se aprepara já faz dias
Segundo Siá Basilícia vai trazer várias famílias
Pra escutar o Dom Ortaça e o gaiteiro Malaquia
E um cantor da Bossoroca que canta com galhardia

Jaguarão Chico e Vichadero, se alvorotou a peonada,
Do caseiro ao capataz todos de bota ensebada
E o careca Saragoza nem liga pras gineteadas

A prendinha Ana Luisa filha do nosso patrão
Já encardou água de cheiro vindo de outro rincão
E um delantal colorado partido de sua opinião

Noel Guarany - Chamarrita de Galpão

Postado por Unknown | terça-feira, outubro 07, 2008 | , , | 1 comentários »

Chamarrita de Galpão, de Noel Guarany, me lembro dos meus tempos de infância, onde o CTG era uma diversão e tanto, lá aprendíamos o Pezinho, a Cana Verde, o Maçanico e a Chimarrita, além é claro das danças de salão como o Vanerão e o Chote.


Chamarrita de Galpão


Noel Guarany


A trote e a galope percorro qualquer lonjura
Com a minha vida nos tentos e a justiça na cintura

É coisa linda de ver, um índio quando se agarra
E destorce um doze braças dando pealos de cucharra
E a dirigir a festança no compasso da chamarra

O dia que eu amanheço com os pés apapagaiado
Com a bombacha arremangada e o tirador do outro lado
Milico na minha frente não passa sem ser notado

Quem será aquele louco que vai toda disparada
Respondi no pé da letra não é louco, não é nada
Aquele lá é um gaúcho que vai ver sua namorada

Sou domador de mão cheia ginetaço flor e flor
Tranço laço, ainda por cima tenho sorte para o amor
Não sou manco na guitarra, guitarreiro e cantador

Noel Guarany - Balseiros do Rio Uruguay

Postado por Unknown | terça-feira, outubro 07, 2008 | , , | 0 comentários »

Para refrescar a memória dos que conhecem ou dar, aos que ainda não tiveram este prazer, uma amostra da autêntica música e poesia gaudéria:

Balseiros do Rio Uruguay

Noel Guarany

Oba! viva! veio a enchente
O Uruguai transbordou
Vai dar serviço prá gente
Vou soltar minha balsa no rio
Vou rever maravilhas
Que ninguém descobriu

Amanhã eu vou embora pros rumo de uruguaiana
Vou levando na minha balsa cedro, angico e canjerana
Quando chegar em são borja, dou um pulo a santo tomé
Só pra ver as correntinas e pra bailar um chamamé

Se chegar ao salto grande me despeço deste mundo,
Rezo a deus e a são miguel e solto a balsa lá no fundo
Quem se escapa deste golpe, chega salvo na argentina
Só duvido que se escape do olhar das correntinas

Noel Guarany - Romance do pala velho

Postado por Unknown | terça-feira, outubro 07, 2008 | , , | 0 comentários »

Em memória dos dez anos da morte de um dos maiores poetas e intérpretes gaúchos, Noel Guarany, faremos uma série de postagens com suas músicas:

Uma vez fui na cidade,
na maldita perdição,
lá perdi meu pala velho,
que me doeu no coração.
Quando voltei da cidade,
vinha com dor na cabeça,
cheguei fazendo promessa:
Deus permita que apareça.

Encontrei xirú do posto e
não deixei de maliciar
que ele achou meu pala velho e
não queria me entregar.
Fui dar parte ao comissário,
ficou pra segunda-feira
me levaram na conversa,
se foi a semana inteira.

Veja as coisas como são,
como se forma a lambança
que pelo mal dos pecados
era o forro das crianças.
Com este pala rasgado,
passava campos e rios
com este meu palinha velho
não temo chuva nem frio.

Foi forro para as carpetas
e em carreiras perigosas
"inté" serviu de agasalho
pra muita prenda mimosa.
"Inté" nas noites gaudérias
meu pala soltito ao vento
ia abanando pachola
pras luzes do firmamento.

Informem nas vizinhanças
este triste sucedido
quem tiver meu pala velho
que prendam este bandido.
Neste mundo todos morrem,
da morte ninguém atalha
me entreguem meu pala velho
para mim levar de mortalha

Semana Farroupilha - Canção Tema 2008

Postado por Unknown | terça-feira, setembro 09, 2008 | , , | 0 comentários »


Não sei se todos irão concordar comigo, porém, tenho que admitir que não sabia da existência de um tema para a Semana Farroupilha e muito menos que ela tinha uma canção tema!

Mas, o importante é aprender! Ainda mais se o assunto for a cultura, uma vez que esta permanece em constante evolução, e no caso da Cultura Gaúcha, se fortalece com o passar dos anos.

Bem, o fato é que a Semana Farroupilha tem sim uma temática e uma canção especialmente composta para esta festividade, a qual versa sobre o assunto escolhido para o ano.

A Semana Farroupilha de 2008 tem como tema: Nossos símbolos: nosso orgulho!

Repare como, na canção abaixo, são mencionados os símbolos do Rio Grande do Sul:


Orgulho de um Povo



Eu sinto orgulho desse sotaque sulino...
De um povo que canta o Hino
Com respeito e devoção!
Dessa Bandeira, amado pano sagrado...
do mapa do nosso Estado
Em forma de coração!

Eu tenho orgulho das nossas rodas de Mate
E na paz que se reparte
Nesse gesto de oferenda!
Da cor alegre de um Brinco-de-Princesa,
Flor que enfeita com beleza
As tranças das nossas prendas!

(refrão)
Eu sinto orgulho
Do entono dos centauros
No trono dos seus Cavalos,
Preservando Tradições!
Eu tenho orgulho
Dessa Alma Farroupilha,
Chama Crioula que brilha
No sacrário dos Galpões!

Eu sinto orgulho desse meu sangue Farrapo...
Brasão de Armas dos guapos,
Que nos trás tanta emoção!
Dessa heróica bravura dos Quero-queros,
Feito caudilhos austeros
Defendendo nosso chão!
Eu tenho orgulho dum churrasquito nas brasas...
Cordeona pedindo vasa
E a gauchada contente!
Eu sinto orgulho dessa fé que se revela
Num simples chá de Macela
Curando os males da gente!

(refrão)
Eu sinto orgulho
Do entono dos centauros
No trono dos seus Cavalos,
Preservando Tradições!
Eu tenho orgulho
Dessa Alma Farroupilha,
Chama Crioula que brilha
No sacrário dos Galpões!

Autores: Duca Duarte e Silvio Ayone.
Intérprete: Cristiano Quevedo

Em nossas pesquisas sobre a Semana Farroupilha descobrimos uma porção de coisas interessantes e que nem todos conhecem. A partir desta postagem, nós estaremos dividindo estas informações com os leitores do Blog Gaudérios.

Flor do Mar

Postado por msr4k | domingo, maio 18, 2008 | , , , , | 0 comentários »


Música escolhida pela Prenda do Mês de Maio: Daniellen Severo







Composição: Jairo Lambari Fernandes


Singrando essas águas vai o coração
Feito um barco frágil sem direção
Morrer de sede não é o fim,
Matar a sede sim...
Meus sonhos trazem velas nesta solidão
Náufragos do medo, fogo da paixão
Quando se perde a luz do farol, a nau se perde...

A luz que vem dos olhos guia a embarcação
Que anda à deriva sem tripulação, só meu coração
Os sonhos e as canções que guardei pra ti
No breu das inquietudes eu sobrevivi, quase morri...

Refrão
Só me resta navegar...
Nestes mares do silêncio, navegar.
Navegar, teu olhar...
No negror destas retinas,
Flor do mar, doce menina
Em teu corpo navegar

A estibordo a tempestade enlouquece o mar
Mas eu pago o preço que me cobrar
A bombordo os meus olhos trazem calmarias
Na leveza dos braços de quem eu queria

Há recifes e corais nos mares do amor
Rota insana, marca de mágoa e de dor
Pra um navegador.
A lágrima que um dia se juntou ao mar
Levou os meus segredos para te contar
Se te encontrar...

Refrão