Flor gaúcha, alma da querência.
Companheira de muitas caminhadas
Fibra de mulher, doce paciência
Das sangas cruzando as canhadas.
Companheira, Companheira
Que eu sonhei desde guri.
Aroma de flor silvestre,
caty-porã ivoti.
No jeito belo de servir o mate,
No gesto firme diante as incertezas.
Quanto apoio no mais duro embate,
Quantos carinhos p'ra matar tristezas.
Companheira, Companheira
Que eu sonhei desde guri.
Aroma de flor silvestre,
caty-porã ivoti.
Vamos mateando nossas alegrias,
Veja que lindos filhos que criamos.
Aquecendo o nosso amor todos os dias
São seivas puras dos mates que sevamos.
Companheira, Companheira
Que eu sonhei desde guri.
Aroma de flor silvestre,
caty-porã ivoti.
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Companheira - Pedro Ortaça
Postado por Unknown | domingo, maio 24, 2009 | Mulher Gaúcha, Música Gaúcha, Pedro Ortaça | 0 comentários »A história da Panela de Carreteiro de Noel Guarany.
Postado por Unknown | quinta-feira, novembro 27, 2008 | Cultura Gaúcha, Jayme Caetano Braun, Noel Guarany, Pedro Ortaça, Poesia Gaúcha | 0 comentários »Leia a emocionante história da panela de carreteiro dada pelo pai do Pedro Ortaça ao Noel Guarany, o qual, como prova da grande amizade que sentia, a deu como presente para o Jayme Caetano Braun. O desfecho comovente desta história envolvendo grandes expoentes da música e poesia gaúchas, você lê no texto abaixo. Esta história, foi publicada originalmente no Jornal da Região e enviada pelo senhor Savio Moura de São Luiz Gonzaga ao nosso amigo Hilton Luiz Araldi.

Jornal da Região
São Luiz Gonzaga, 15 e 16 de novembro de 2008
Bossoroca
Recuperada, panela de carreteiro, que foi de Noel Guarany, já faz, parte de seu acervo.
Após uma longa procura, Bossoroca conseguiu fazer o resgate da ‘panela de carreteiro’ que pertenceu a Noel Guarany. Essa peça estava sob a guarda da família de Jayme Caetano Braun, mas ultimamente quem tinha a sua posse era o cidadão Dilton Osmar Alves dos Santos, conhecido como “Bombachudo”.
A prof.ª Maria Júlia Ferreira Honn foi quem o colocou a par da longa procura dessa panela, visando cumprir o desejo do próprio Jayme de devolvê-la a seu dono. Maria Júlia elogiou a capacidade de compreensão e a consciência cultural de Dilton dos Santos, pois ao tomar conhecimento do caso, disse: “É com imenso prazer que recambeio esta panela para o acervo do Município de Bossoroca, compreendo o seu valor histórico”. É interessante acrescentar que essa panela foi oferecida como presente a Noel Guarany, pelo pai do Pedro Ortaça.
A prof. Maria Júlia Ferreira Honn, que trabalha na organização da nova edição do “Tributo a Noel Guarany”, promoção da Prefeitura de Bossoroca, disse que “são atitudes de desprendimento deste tipo que engrandecem a cultura do RS”. Maria Júlia também tornou público pedido para quem tenha a posse de objetos que pertenceram a Noel Guarany, que os envie à Prefeitura de Bossoroca, para enriquecer o acervo que está sendo montado no “Espaço Noel Guarany”. Nesse local já estão expostos diversos objetos que pertenceram ao grande intérprete e letrista. Inclusive, na pasta onde guardava os originais das suas composições, foi encontrado o original da “Milonga da Panela”, de autoria de Jayme Caetano Braun, onde manifesta o desejo de Noel, após ter um neto, obter novamente a posse da panela. “Missão cumprida”, disse a prof. Maria Júlia. A seguir, o poema:
Milonga da Panela
Panela de carreteiro,
dos tempos da monarquia
em constante romaria,
no velho pago campeiro,
regalo de um missioneiro
que me ofertou – de presente,
mas agora – indiferente,
a uma amizade sadia,
vive a sonhar – noite e dia,
chorando a panela ausente!
Maestro dos veteranos
da nossa canção bravia!
uma panela vazia,
não vale teus desenganos!
deixa isso pra os profanos
que a nossa história revela.
Guarani – a vida é tão bela,
em nossa terra baguala,
pra que gastar tanta fala
por causa de uma panela?
Larga de mão – eu te peço,
da idéia de entrar em juízo,
termina dando prejuízo,
só com as custas do processo,
o tempo aponta o progresso,
já sem relincho nem berro;
podes errar – como eu erro,
continuando desunidos
e nós dois sermos cozidos,
nessa panela de ferro!
Os três pés dessa marmita,
queimada – de casca escura,
são – na verdade – a estrutura
da nossa terra jesuíta,
por isso bugre – acredita,
na fala deste mestiço;
– canta – e não pensa mais nisso,
deixa que durma o passado,
o Pedro Ortaça é o culpado
de todo esse rebuliço!
Fica a panela comigo,
pois dela tenho usufruto,
cada segundo e minuto,
lembranças do tempo antigo
e – se não falo contigo,
por causa de uma querela,
caso eu estique a canela,
já está gravado o decreto:
– quando tiveres um neto,
manda buscar a panela!
Jayme Caetano Braun
Viamão - RS

Jornal da Região
São Luiz Gonzaga, 15 e 16 de novembro de 2008
Bossoroca
Recuperada, panela de carreteiro, que foi de Noel Guarany, já faz, parte de seu acervo.
Após uma longa procura, Bossoroca conseguiu fazer o resgate da ‘panela de carreteiro’ que pertenceu a Noel Guarany. Essa peça estava sob a guarda da família de Jayme Caetano Braun, mas ultimamente quem tinha a sua posse era o cidadão Dilton Osmar Alves dos Santos, conhecido como “Bombachudo”.
A prof.ª Maria Júlia Ferreira Honn foi quem o colocou a par da longa procura dessa panela, visando cumprir o desejo do próprio Jayme de devolvê-la a seu dono. Maria Júlia elogiou a capacidade de compreensão e a consciência cultural de Dilton dos Santos, pois ao tomar conhecimento do caso, disse: “É com imenso prazer que recambeio esta panela para o acervo do Município de Bossoroca, compreendo o seu valor histórico”. É interessante acrescentar que essa panela foi oferecida como presente a Noel Guarany, pelo pai do Pedro Ortaça.
A prof. Maria Júlia Ferreira Honn, que trabalha na organização da nova edição do “Tributo a Noel Guarany”, promoção da Prefeitura de Bossoroca, disse que “são atitudes de desprendimento deste tipo que engrandecem a cultura do RS”. Maria Júlia também tornou público pedido para quem tenha a posse de objetos que pertenceram a Noel Guarany, que os envie à Prefeitura de Bossoroca, para enriquecer o acervo que está sendo montado no “Espaço Noel Guarany”. Nesse local já estão expostos diversos objetos que pertenceram ao grande intérprete e letrista. Inclusive, na pasta onde guardava os originais das suas composições, foi encontrado o original da “Milonga da Panela”, de autoria de Jayme Caetano Braun, onde manifesta o desejo de Noel, após ter um neto, obter novamente a posse da panela. “Missão cumprida”, disse a prof. Maria Júlia. A seguir, o poema:
Milonga da Panela
Panela de carreteiro,
dos tempos da monarquia
em constante romaria,
no velho pago campeiro,
regalo de um missioneiro
que me ofertou – de presente,
mas agora – indiferente,
a uma amizade sadia,
vive a sonhar – noite e dia,
chorando a panela ausente!
Maestro dos veteranos
da nossa canção bravia!
uma panela vazia,
não vale teus desenganos!
deixa isso pra os profanos
que a nossa história revela.
Guarani – a vida é tão bela,
em nossa terra baguala,
pra que gastar tanta fala
por causa de uma panela?
Larga de mão – eu te peço,
da idéia de entrar em juízo,
termina dando prejuízo,
só com as custas do processo,
o tempo aponta o progresso,
já sem relincho nem berro;
podes errar – como eu erro,
continuando desunidos
e nós dois sermos cozidos,
nessa panela de ferro!
Os três pés dessa marmita,
queimada – de casca escura,
são – na verdade – a estrutura
da nossa terra jesuíta,
por isso bugre – acredita,
na fala deste mestiço;
– canta – e não pensa mais nisso,
deixa que durma o passado,
o Pedro Ortaça é o culpado
de todo esse rebuliço!
Fica a panela comigo,
pois dela tenho usufruto,
cada segundo e minuto,
lembranças do tempo antigo
e – se não falo contigo,
por causa de uma querela,
caso eu estique a canela,
já está gravado o decreto:
– quando tiveres um neto,
manda buscar a panela!
Jayme Caetano Braun
Viamão - RS
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