Mostrando postagens com marcador Pajadores Gaúchos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pajadores Gaúchos. Mostrar todas as postagens

Encontro Internacional de Pajadores no Chile

Postado por Unknown | quarta-feira, maio 30, 2012 | , , , | 0 comentários »


O pajador brasileiro Paulo de Freitas Mendonça retorna mais uma vez ao Chile. Esta é a segunda viagem àquele país no primeiro semestre deste ano e quarta turnê internacional do pajador no período, pois esteve na Argentina em janeiro, no Uruguai em abril, em março esteve em “El Rincon”, no Chile e agora vai a San José de Maipo, no topo da cordilheira, para participar do Encontro Internacional de Pajadores daquela cidade.


Ouça pela internet!
dia 02 de junho, a partir das 21h, (22h no horário de Brasília). 

O evento pode ser acompanhado ao vivo, em tempo real pela internet. O encontro, uma produção de Luis Ordenes Ramirez com o patrocínio da municipalidade de San José de Maipo e financiamento do Governo Regional Metropolitano de Santiago, acontece ininterruptamente há três anos e pela segunda vez consecutiva conta com a atuação do pajador brasileiro Paulo de Freitas Mendonça. Emanuel Gabotto representa a Argentina, Jorge Céspedes Romero “El Manguera”, Juan Carlos Bustamante, Rodrigo Torres e Leonel Sanchez, o Chile e Cacho Artigas, o Uruguai.

Leia a saudação de cada pajador ao povo chileno:



A apresentação está a cargo do conhecido locutor Antonio Salas. Os pajadores também se apresentam em um asilo em San José de Maipo e em mais duas atividades para públicos restritos, uma naquela cidade e outra em Poente Alto.

Esta edição será transmitida por sinal de rádio 
dia 02 de junho, a partir das 21h, (22h no horário de Brasília). 

Segundo Mendonça, o período de estada dos pajadores no Chile, previsto em cinco dias, vai ser registrado por um canal de televisão, desde o desembarque no Aeroporto de Santiago até a última atividade, para gerar um documentário sobre o evento. O pajador brasileiro que tem viajado para diversos países, salienta que cada vez que volta de uma viagem destas não se considera o mesmo que vai, pois se diz enriquecido de conhecimentos e de amizades.

Fonte: Paulo de Freitas Mendonça por e-mail.

Pajada à Morte de Um Poeta - Paulo de Freitas Mendonça

Postado por Unknown | sexta-feira, agosto 22, 2008 | , , , , | 0 comentários »

Quando morre um poeta
Ficam seus versos escritos
E muitos temas bonitos
Na poesia incompleta
Acalma-se um'alma inquieta
Na busca de inspirações
E suas belas canções
Pelo Pago estribilham
Com lágrimas que fervilham
Caídas sobre os tições

Quando morre um poeta
Muitos recitam seus versos
Outros gritam no Universo
O fim de sua cancha reta.
Dão a notícia completa
A dor e o suor da lida
Mexem na sua ferida
Contam sua desilusão
E fingem dar-lhe atenção
Que não lhe deram na vida

Quando morre um poeta
Cala uma voz criativa
Sua poesia nativa
É abortada ou se embreta.
É num vazio que se aquieta,
Pelo silêncio engolida
Morre antes de ter vida
Numa folha de papel
Como a Torre de Babel
É por Deus interrompida

Quando morre um poeta
Entre o choro, há poesia,
O coração se esvazia
De uma platéia seleta
E uma cantiga discreta
Entre soluço e saudade
Apaga a claridade
De um ser iluminado
Que por Deus foi batizado
Com poesias de verdade

Quando morre um poeta
O sonho meio se ofusca
E a realidade rebusca
Outro rumo em sua seta.
Impõe a vida concreta
Sem vazão pras ilusões,
E quer transformar canções
Em coisas imagináveis
Tenta tornar vulneráveis
As loucas inspirações.

Quando morre um poeta
Ficam órfãos seus poemas
Improdutivos seus temas
E inalcansável sua meta.
Fica uma obra incompleta
Nas gavetas reviradas,
Junto as frases rabiscados,
Imagens de um sonhador.
Fica calado um cantor
Por canções inacabadas

Quando morre um poeta
A poesia entristece,
A rima feia padece
Por ter ficado incorreta,
E a poesia indiscreta
Prefere ser esquecida
Por ter sido concebida
Num momento de euforia,
Embora seja poesia
Que jamais fora relida.

Quando morre um poeta
Há mais brilho nas estrelas
Mais calor para aquecê-las,
E as noites ficam mais quieta
Cheias de rimas secretas
De sonhos e fantasias
Transformando as poesias
Em tão garboso matiz
E o Céu se faz mais feliz
Por sorver sua energia.

Ao Jayme Caetano Braun - payada de Arabí Rodrigues

Postado por Unknown | sexta-feira, agosto 22, 2008 | , , , , | 0 comentários »

O papa dos payadores - em memória

Meu irmão de querer bem,
peço licença primeiro,
é o payador brasileiro,
que do pampa largo vem,
para mostrar o que tem
depois da última conquista.
No mundo tradicionalista,
alcançou o terceiro grau;
do mangrulho do Jarau,
a voz crioula farfalha,
a legenda da Medalha
Jayme Caetano Braum.

O motivo da honraria,
a quem de um modo, ou de outro,
tenha amanunciado potro,
entre o solo e a porfia.
A guitarra, uma guria,
filha da deusa pampiana,
retratando a quero-mana
nos requebros da cantiga.
A musa por ser antiga,
alcança métrica e rima
e o payador põe a estima,
a luz que nos interliga.

Nem todos que receberam
tiveram o mesmo privilégio,
de pertencer ao colégio,
aonde os pajés aprenderam.
Mas por certo mereceram,
pelo trabalho em defesa
da nossa maior riqueza:
bons hábitos e costumes,
que servem de guia e lumes,
aos povos do mundo inteiro,
é o gaúcho brasileiro
ante o altar dos perfumes.

Ao papa dos paydores,
Caetano Braum, poesia,
quem sabe, talvez, um dia,
quando o Senhor dos senhores,
proclamar nossos amores,
ao largo do infinito,
eu possa dizer contrito:
que fiz tudo quanto pude,
pra mostrar tua virtude,
aos que chegaram depois,
como solistas, nós dois,
somos sempre juventude...

Visite o Blog O Payador de Arabí Rodrigues

NOS LÁBIOS DO PAJADOR - Pedro Júnior da Fontoura

Postado por Unknown | sexta-feira, agosto 22, 2008 | , , , , | 0 comentários »

Sobrou só o meu silêncio
Numa quietude interior
O gosto dos beijos teus
Nos lábios do pajador.
O calor do teu abraço
A leveza do teu ser
Teu corpo junto ao meu
É tudo que quero ter.

E restou o teu encanto
O brilho do teu olhar
O sussurro da tua voz
Na arte de se entregar.
Tua magia mulher
Teu sotaque, tua leveza
A força das tuas mãos
Indecifrável beleza.

Quero sentir o teu corpo
Os teus seios, teu calor.
Teu sussurro, teu suor,
Teus segredos meu amor.
Quero ser somente teu
O tempo todo, com calma
Numa entrega total
Dar-te coração e alma.

Lua cheia de março de 2000, entre Porto Alegre e Buenos Aires.

Pajada À Mulher - Jadir Oliveira

Postado por Unknown | sexta-feira, agosto 22, 2008 | , , , , | 0 comentários »

Composição: Jadir Oliveira / Paulo De Freitas Mendonça

Abro minh'alma cativa
Que amanheceu orvalhada
Querendo ser libertada
Por esta musa nativa
Deusa guardiã primitiva
Do segredo mais fecundo
Com sentimento profundo
Conforme o tema requer
Vamos pajar à mulher
Progenitora do mundo

Este princípio que fitas
Num horizonte de sonho
A ele eu me proponho
Pois há rimas infinitas
Com atitudes bonitas
Tem a mulher, com certeza,
Meiguice, amor, firmeza
E um dom de protetora
Seja santa ou pecadora
Transcende a própria beleza

Antes mesmo de ser gente
Somos dependentes dela
E quando abrimos a goela
Para este mundo vivente
É ela quem faz a frente
Para apontar o caminho
É tão grande o seu carinho
Seu seio, tão importante,
Como quem diz “segue adiante
Que eu não te deixo sozinho”

Desde a mãe, primeiro amor,
A mulher está presente
No coração inocente
Que desabrocha qual flor
Depois quando sonhador
A professora primeira,
A namorada trigueira
Que pra vida dá sentido
E quando amadurecido,
Os braços da companheira

Quantos poetas e cantores
Descreveram sua beleza
Por verem nela a leveza
Das asas dos beija-flores
Trazendo coplas de amores
Entre sorrisos e prantos
Desde o paraiso, quantos
De seu ventre já nasceram
E quantos por ela morreram
Perdidos por seus encantos?

Ela conhece os segredos
Que carregamos na alma
Sabe desvendar com calma
Todos os nossos enredos
Sabe acalentar os medos
A sua alma é tão pura
Com sua mão nos segura
A cada dia que nasce
Na expressão de sua face
Amor, carinho e ternura

Por ser um simples mortal
Não consigo descrevê-la
Pois compará-la a uma estrela
Não seria original
Seu brilho não tem igual
Resplandece eternamente
Compará-la a uma vertente
Ou ao diamante mais raro
É pouco, não a comparo
Ela é mulher simplesmente

Merece o nosso respeito
E um pedido de perdão
Por crimes da inquisição
O mais brutal preconceito
Ao negarem seu direito
Desde lá, à atualidade
Estão negando a igualdade
De uma forma desmedida
À geradora da vida
De toda a humanidade

No xucro céu dos cantores
É uma Deusa iluminada
Que santifica a pajada
Na alma dos pajadores
Traz o perfume das flores
Colhidas no paraíso
No lume do seu sorriso
Arco íris de magia
Que vem bebendo poesia
Na cacimba do improviso