Canção Vencedora da segunda Califórnia da Canção Nativa, 1972 - Pedro Guará (Cláudio Boeira Garcia e José Cláudio Machado).
02ª CALIFORNIA DA CANCAO NATIVA DO RIO GRANDE DO SUL, 1972 PEDRO GUARA
Postado por msr4k | terça-feira, maio 13, 2014 | 1972, Califórnia da Canção Nativa, Festivais, Música Gaúcha | 0 comentários »01ª Lugar da Califórnia da Canção Nativa de 1971 - Reflexão
Postado por msr4k | domingo, maio 11, 2014 | 1971, Califórnia da Canção Nativa, Música Gaúcha | 0 comentários »1971 - Reflexão (Colmar Duarte e Júlio da Silva Filho)
Califórnia da Canção Nativa
Postado por msr4k | domingo, maio 11, 2014 | Califórnia da Canção Nativa, Cultura Gaúcha, Festivais, gaúcho, Música Gaúcha, Rio Grande do Sul, Uruguaiana | 0 comentários »A Califórnia da Canção Nativa é o maior evento musical que celebra a cultura regional do Brasil, teve início em 1971 na cidade de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. O prêmio máximo da Califórnia é a Calandra de Ouro (Figura 1). A lista completa das canções vencedoras da Califórnia da Canção Nativa pode ser vista na lista abaixo.
Figura 1 - Calandra de Ouro1.
Canções vencedoras da Califórnia da Canção Nativa2
- 1971 - Reflexão (Colmar Duarte e Júlio da Silva Filho)
- 1972 - Pedro Guará (Cláudio Boeira Garcia e José Cláudio Machado)
- 1973 - Canto de Morte de Gaudêncio Sete Luas (Luiz Coronel e Marco Vasconcelos)
- 1974 - Canção dos Arrozais (José Hilário Retamozzo)
- 1975 - Roda Canto (Aparício Silva Rillo e Mario Barbará)
- 1976 - Um Canto para o Dia (Ernani Amaro Oliveira)
- 1977 - Negro da Gaita (Gilberto Carvalho e Airton Pimentel)
- 1978 - Pássaro Perdido (Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Vasconcelos)
- 1979 - Esquilador (Telmo de Lima Freitas)
- 1980 - Veterano (Antonio Augusto Ferreira e Everton dos Anjos Ferreira) - interpretado por Leopoldo Rassier
- 1981 - Desgarrados (Sérgio Napp e Mario Barbará)
- 1982 - Tertúlia (Leonardo)
- 1983 - Guri (João Batista Machado e Júlio Machado da Silva Neto)
- 1984 - O Grito dos Livres (José Fernando Gonzales)
- 1985 - Astro Aragano (Jerônimo Jardim)
- 1986 - Tropeiro do Futuro (Armando Vasquez e Adão Quintana Vieira)
- 1987 - Pampa Pietá (Dilan Camargo e Newton Bastos)
- 1988 - Toada de Mango (Mauro Ferreira e Elton Saldanha)
- 1989 - Mandala das Esporas (Vaine Darde e Elton Saldanha)
- 1990 - Mostra das Composições Antológicas dos Vinte Anos
- 1991 - Florêncio Guerra e seu Cavalo (Mauro Ferreira e Luiz Carlos Borges)
- 1992 - O Minuano e o Poeta (Louro Simões e Clóvis de Souza)
- 1993 - Domador dos Sesmarias (Elmo de Freitas)
- 1994 - Milonga-me (Vinícius Brum)
- 1995 - Querências (Silvio Aymone Genro e Getúlio Rodrigues)
- 1996 - Canto e Reflexão para a Província (Sérgio Rojas)
- 1997 - O Forasteiro (Vinicius Brum, Mauro Ferreiro e Luiz Carlos Borges)
- 1998 - O Nada, (Rodrigo Bauer e Chico Saratt)
- 1999 - Poema Não Escrito (Tadeu Marfins e Lenin Nuñes)
- 2001 - Rastros de Ausência (Adão Quevedo e Mauro Marques)
- 2002 - Feito o Carreto (Mauro Moraes)
- 2003 - Laçador de Barro (Antônio Augusto Ferreira/Mauro Ferreira e Luiz Carlos Borges) – interpretado por João de Almeida Neto
- 2004 - Muchas Gracias (Gujo Teixeira e Pirisca Grecco) , interpretado por Pirisca Grecco
- 2005 - Com os pés fincados no chão (Zeca Alves, Pirisca Grecco e Ricardo Martins) - interpretado por Pirisca Grecco
- 2007 - Céu na terra, pelo rio (Tadeu Martins e Lenin Nuñes) - interpretado por Maurício Barcellos
- 2009 - A sanga do Pedro Lira (Demétrio Xavier e Marco Aurélio Vasconcellos) – interpretada por Marco Aurélio Vasconcellos
- 2013 - Petiço Mapa-Múndi (Rafael Ovídio da Costa Gomes, Fernando Saldanha Filho, Pedro Ribas e César Sntos) – interpretada por César Santos
Referência
Alma de Bolicheiro
Postado por msr4k | terça-feira, abril 02, 2013 | Jayme Caetano Braun | 0 comentários »Encontro Internacional de Pajadores no Chile
Postado por Unknown | quarta-feira, maio 30, 2012 | Eventos, pajador, Pajadores Gaúchos, Paulo de Freitas Mendonça | 0 comentários »
O pajador brasileiro Paulo de Freitas Mendonça retorna mais uma vez ao Chile. Esta é a segunda viagem àquele país no primeiro semestre deste ano e quarta turnê internacional do pajador no período, pois esteve na Argentina em janeiro, no Uruguai em abril, em março esteve em “El Rincon”, no Chile e agora vai a San José de Maipo, no topo da cordilheira, para participar do Encontro Internacional de Pajadores daquela cidade.
Ouça pela internet!
dia 02 de junho, a partir das 21h, (22h no horário de Brasília).
O evento pode ser acompanhado ao vivo, em tempo real pela internet.
O encontro, uma produção de Luis Ordenes Ramirez com o patrocínio da municipalidade de San José de Maipo e financiamento do Governo Regional Metropolitano de Santiago, acontece ininterruptamente há três anos e pela segunda vez consecutiva conta com a atuação do pajador brasileiro Paulo de Freitas Mendonça. Emanuel Gabotto representa a Argentina, Jorge Céspedes Romero “El Manguera”, Juan Carlos Bustamante, Rodrigo Torres e Leonel Sanchez, o Chile e Cacho Artigas, o Uruguai.
Leia a saudação de cada pajador ao povo chileno:
Leia a saudação de cada pajador ao povo chileno:
A apresentação está a cargo do conhecido locutor Antonio Salas. Os pajadores também se apresentam em um asilo em San José de Maipo e em mais duas atividades para públicos restritos, uma naquela cidade e outra em Poente Alto.
Esta edição será transmitida por sinal de rádio
pelo site: www.radioporamorachile.cl
dia 02 de junho, a partir das 21h, (22h no horário de Brasília).
Segundo Mendonça, o período de estada dos pajadores no Chile, previsto em cinco dias, vai ser registrado por um canal de televisão, desde o desembarque no Aeroporto de Santiago até a última atividade, para gerar um documentário sobre o evento. O pajador brasileiro que tem viajado para diversos países, salienta que cada vez que volta de uma viagem destas não se considera o mesmo que vai, pois se diz enriquecido de conhecimentos e de amizades.
Fonte: Paulo de Freitas Mendonça por e-mail.
Fonte: Paulo de Freitas Mendonça por e-mail.
Blog do Buenas e M'espalho
Postado por msr4k | domingo, maio 06, 2012 | Blogs da Música gaúcha | 0 comentários »
Boa tarde vivente, estava dando uma gineteada pela rede e encontrei o Blog do Buenas e M'espalho: http://buenasemespalho.blogspot.com.br/, nesse recanto virtual da música gaúcha tu podes encontrar a agenda de shows, fotos e até baixar umas músicas do primeiro CD do Buenas e M'espalho, vale apena conferir!!
Esgrima crioula
Postado por msr4k | sexta-feira, abril 27, 2012 | Cultura Gaúcha, gaúcho | 0 comentários »É Aqui Junto Ao Chapéu
Postado por Unknown | terça-feira, abril 24, 2012 | Música Gaúcha | 0 comentários »Pura e autêntica poesia gaúcha!
Compositor: Ângelo Franco
Essa música eu conheci na voz do grupo Buenas e M’espalho composto por: Shana Müller, Érlon Péricles, Cristiano Quevedo e Ângelo Franco. Leia a letra e aprecie a beleza das palavras deste pessoal jovem que com certeza levará adiante nossas tradições.É aqui junto ao chapéu...
É aqui junto ao chapéu que se carraga o pensar
Que se analisa o sentir e os rumos pra se tranquear
Aqui se esconde o sentido de tudo que um homem faz
E se define a vergonha que a cara pode estampar
Eu aprendi muito cedo matenando com o meu avô
Que o homem agente conhece no rastro que ele deixou
Que a história não perde nada e um dia o que se passou
Vem revelar a consciência que o sujeito carregou
O mundo tem olhos grandes não deixa nada passar
Enxerga o que agente planta e o que deixa de plantar
Um dia o fruto da alma de cada um vai vingar
Trazendo gosto à garganta conforme Deus ordenar
Eu sei que o povo gaúcho conhece a história que tem
E que o rio grande começa em cada homem de bem
Cada consciência é um caminho que pode ou não ir além
E só cuida pra aonde vai quem respeita de onde vem
Eu sei que o povo gaúcho conhece a história que tem
E que o rio grande começa em cada homem de bem
Cada consciência é um caminho que pode ou não ir além
E só cuida pra aonde vai quem respeita de onde vem
É aqui junto ao chapéu no nosso eu mais profundo
Que reside a diferença entre o seco e o fecundo
Existe larga distância entre o primeiro e o segundo
Entre os que mancham a história e os que constroem o mundo
Canto Alegretense
Postado por msr4k | terça-feira, fevereiro 28, 2012 | Canto Alegretense | 0 comentários »Semana Farroupilha
Postado por msr4k | sexta-feira, setembro 09, 2011 | Semana Farroupilha | 0 comentários »
A Semana Farroupilha é o maior evento cultura do Rio Grande do Sul e certamente a manifestação cultural mais importante desse país, senão do mundo. A Semana Farroupilha tem início no dia 14 de setembro e termina no dia 20 de setembro com o desfile Farroupilha. Seu objetivo é comemorar a Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos).
Grito dos Livres
Postado por msr4k | quinta-feira, setembro 08, 2011 | As mais belas letras gauchas | 0 comentários »
A cultura gaúcha pode ser utilizada nas escolas. Com ela podemos estudar nossa cultura, história, costumes, meio ambiente... Com esse esperança vou começar uma série de posts tentando dar uma interpretação e fazendo alguns comentários sobre músicas que fazer parte de nosso cancioneiro.
Hoje vamos falar da música Grito dos Livres, vencedora da 14ª CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA DO RIO GRANDE DO SUL, onde foi interpretada por Dante Ramon Ledesma e é uma composição de Jose Fernando Gonzales.
Quando os campos deste sul eram mais verdes
(Meio Ambiente)
Índios pampeanos que habitavam o lugar
Foram mesclando com a raça do homem branco
Recém chegado de querências além mar
Índios pampeanos que habitavam o lugar
Foram mesclando com a raça do homem branco
Recém chegado de querências além mar
(
E o novo ser que se formou miscigenado
Virou semente, germinou e se fez povo
E um grito novo ecoou no continente
Lembrando a todos que esta terra tinha dono
Enquanto o gaúcho for visto no pampa
Enquanto essa raça teimar em viver
O grito dos livres ecoará nesses montes
Buscando horizontes libertos na paz
No grito do índio, o grito inicial
Com cheiro de terra no próprio ideal
De amor à querência liberta nos pampas
Gerada em estampas do próprio ancestral
E o novo ser que se formou miscigenado
Virou semente, germinou e se fez povo
E um grito novo ecoou no continente
Lembrando a todos que esta terra tinha dono
Enquanto o gaúcho for visto no pampa
Enquanto essa raça teimar em viver
O grito dos livres ecoará nesses montes
Buscando horizontes libertos na paz
No grito do índio, o grito inicial
Com cheiro de terra no próprio ideal
De amor à querência liberta nos pampas
Gerada em estampas do próprio ancestral
A nova raça cresceu e traçou limites
Que bem demarcam a extensão dos ideais
E o mesmo povo hoje repete o grito
Alicerçado nas raízes culturais
A liberdade não tem tempo nem fronteiras
O homem livre não verga e não perde o entono
Vai repetindo a todos num velho grito
Passam os tempos mas a terra ainda tem dono
Que bem demarcam a extensão dos ideais
E o mesmo povo hoje repete o grito
Alicerçado nas raízes culturais
A liberdade não tem tempo nem fronteiras
O homem livre não verga e não perde o entono
Vai repetindo a todos num velho grito
Passam os tempos mas a terra ainda tem dono
Do grito do índio, aos gritos atuais
Há cheiro de terra nos próprios ideais
De um povo sofrido, ereto em vontade
De escrever liberdade nos seus memoriais
Enquanto o gaúcho for visto no pampa
Enquanto essa raça teimar em viver
O grito dos livres ecoará nesses montes
Buscando horizontes libertos na paz
Enquanto o gaúcho for visto no pampa
Enquanto essa raça teimar em viver
O grito dos livres ecoará nesses montes
Buscando horizontes libertos na paz
Há cheiro de terra nos próprios ideais
De um povo sofrido, ereto em vontade
De escrever liberdade nos seus memoriais
Enquanto o gaúcho for visto no pampa
Enquanto essa raça teimar em viver
O grito dos livres ecoará nesses montes
Buscando horizontes libertos na paz
Enquanto o gaúcho for visto no pampa
Enquanto essa raça teimar em viver
O grito dos livres ecoará nesses montes
Buscando horizontes libertos na paz
3. FUNDAÇÃO DA PROVÍNCIA
Postado por Unknown | quarta-feira, agosto 03, 2011 | Semana Farroupilha 2011, tema | 0 comentários »Momentos históricos escolhidos para a Semana Farroupilha de 2011, para explorar as raízes da formação sócio-cultural do gaúcho sul-rio-grandense:
3. FUNDAÇÃO DA PROVÍNCIA
A província de São Pedro do Rio Grande do Sul começa a tomar forma com a chegada de Silva Paes e a fundação de Rio Grande (Forte Jesus-Maria-José) – 1737. Aprofunda-se a iniciativa portuguesa de ocupação do território (também reivindicado pelos espanhóis) com a distribuição de sesmarias e a organização das estâncias. É a partir daí que são plantadas as bases sociais e econômicas do Rio Grande do Sul. Depois de Rio Grande, foi fundado Rio Pardo e, ali, surge a figura de Rafael Pinto Bandeira e sua atividade militar na defesa do território contra as invasões castelhanas: Rio Pardo, a tranqueira Invicta.
Semana Farroupilha de 2011
"Nossas Raízes"
2. A TERRA DE NINGUÉM
Postado por Unknown | quarta-feira, agosto 03, 2011 | Semana Farroupilha 2011, tema | 0 comentários »Momentos históricos escolhidos para a Semana Farroupilha de 2011, para explorar as raízes da formação sócio-cultural do gaúcho sul-rio-grandense:
2. A TERRA DE NINGUÉM
O período compreendido entre a chegada dos jesuítas e a chegada dos portugueses caracterizou-se pela ausência de governo, de regramento e de organização mínima daquela “sociedade” que começava a aparecer, com predomínio da exploração do gado e o comércio do couro. Surge aí o tipo humano denominado “gaudério”, depois batizado de gaúcho. Foi nesse período que os portugueses instalaram a Colônia do Sacramento (1680), às margens do Rio da Prata e intensificou-se a movimentação de tropas entre Laguma e o Sacramento, especialmente pelo litoral. Surge, no cenário, Cristóvão Pereira de Abreu que é considerado o primeiro tropeiro. Esse tropeiro abre o primeiro caminho para levar tropas de gado e mulas do Rio Grande do Sul para a Província de São Vicente, hoje São Paulo. Era o início do tropeirismo.
Semana Farroupilha de 2011
"Nossas Raízes"
1. OS JESUÍTAS NO TERRITÓRIO GAÚCHO
Postado por Unknown | quarta-feira, agosto 03, 2011 | Semana Farroupilha 2011, tema | 0 comentários »Momentos históricos escolhidos para a Semana Farroupilha de 2011, para explorar as raízes da formação sócio-cultural do gaúcho sul-rio-grandense:
1. OS JESUÍTAS NO TERRITÓRIO GAÚCHO
As reduções jesuíticas constituídas entre 1626 e 1641. A introdução do gado pelos Pe. Cristovão de Mendonça e Pedro Romero, o que resultou nas vacarias do Mar e dos Pinhais, além do uso do cavalo na lida campesina. Mais tarde, com o retorno dos jesuítas ao território temos a formação dos Sete Povos das Missões. Deste segundo momento podemos explorar a questão da religiosidade, da expansão da erva-mate, as esculturas e a música (1682 a 1756). Importante estudar a Guerra Guaranítica (1754-1756) e suas consequências.
MANOELITO CARLOS SAVARIS
1º VICE-PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DA TRADIÇÃO GAÚCHAPara quem é da região vale muito a pena visitar as Ruínas de São Miguel.
Tema da Semana Farroupilha de 2011
Postado por Unknown | quarta-feira, agosto 03, 2011 | Semana Farroupilha 2011, tema | 0 comentários »Sobre o Tema da Semana Farroupilha de 2011:
"O temário proposto para os Festejos Farroupilhas 2011 foi aprovado pela Comissão Estadual, no mês de dezembro de 2010 e homologado pelo Congresso Tradicionalista Gaúcha, do MTG, em janeiro de 2011. A proposta é bastante abrangente e tem como objetivo explorar a história do Rio Grande do Sul e buscar, em alguns episódios e períodos, indicadores da identidade do povo gaúcho. Rebuscar a história e retirar dela os aspectos que melhor retratem a formação sócio-cultural do nosso Estado é tarefa que não se esgotas nesse ano de 2011, mas haverá de nos ajudar a entender um pouco mais a nossa identidade cultural regional. Cada município do Estado ou cada microrregião poderá aprofundar um ou mais tópicos entre os que estão sendo propostos neste temário. Esse aprofundamento se dará em função da característica local, especialmente pela predominância ou influencia maior de uma ou de outra etnia. "
-site oficial-
Clique em um dos momentos históricos escolhidos para conhecer o texto oficial:
11. GAUCHISMO: CULTO E PRÁTICA
Tema da Semana Farroupilha de 2011
Postado por Unknown | quarta-feira, agosto 03, 2011 | Semana Farroupilha 2011, tema | 0 comentários »"Nossas Raízes"
"O gaúcho é um tipo cultural, formado por inúmeras etnias e aspectos
culturais herdados dos índios, espanhóis, portugueses, negros, açorianos, alemães,
italianos, poloneses, holandeses ... e mestiços de toda ordem. "
MANOELITO CARLOS SAVARI
Buenas, achei muito interessante a escolha do tema da Semana Farroupilha para 2011, pois acredito que contribuirá muito para a formação dos mais jovens com relação ao entendimento das raízes da formação da cultura de nosso estado. É ao meu ver a única coisa que se pode fazer para manter viva uma história tão rica e característica, promover o conhecimento e dar a quem não conhece a oportunidade de se encantar com a cultura gaúcha.
Logo da Semana Farroupilha de 2011
Postado por Unknown | quarta-feira, agosto 03, 2011 | Semana Farroupilha 2011 | 0 comentários »Autor : João Panteleão Gonçalves Leite
Vencedora do 23º Caríjo da Canção de Palmeira das Missões.
O nosso lenço campeiro, velho parceiro de luta,
Simboliza as tradições dos tempos da vida bruta,
É uma herança partidária que campeou seu ideal,
Testemunho da história, desse “Rio Grande Bagual”.
O meu lenço foi tingido com sangue dos farroupilhas,
Peleou dez anos a fio, nas mais sangrentas guerrilhas,
Osteando a valentia da nossa raça caudilha,
Implantou a liberdade no lombo dessas coxilhas.
Meu lenço Republicano, nasceu branco “Castilhista”,
Foi um bravo nas peleias, foi soberbo na conquista,
Governou a ferro e fogo, com “Norma Positivista”,
Não cedendo aos “Maragatos” o poder Federalista.
O meu lenço “Maragato”, Liberal Federalista,
Em noventa e três foi guerreiro, foi tribuna ativista,
Peleou contra o lenço branco dos Pica-Paus Legalistas
E se fez “libertador” combatendo os “Castilhistas”
O nosso lenço campeiro, traz cheio de campo e céu,
Aquerenciou no gaúcho entre bombacha e o chapéu,
Um gaúcho bem pilchado, estampa simplicidade,
Mas sem lenço no pescoço perde sua identidade;
Tremulando aos quatro ventos, o lenço se fez canção,
Se expandiu Brasil afora, é gaúcho em qualquer chão.
Meu lenço branco “Borgista”, governou mais de uma vez.
Foi batizado “Chimango” nas urnas de vinte três,
Contendor de Assis Brasil o “Maragato Caudilho”,
Meu lenço se fez história, passando de pai pra filho.
Meu lenço cinza xadrez, o “Carijó” companheiro,
Nunca foi politiqueiro e nem provoca alvoroço,
Vai conforme o vento vai, não fica comprometido,
Não faz parte de partido e nem escolhe pescoço.
Se o vermelho é “Maragato” e o lenço branco, “Chimango”,
O Preto é luto, respeito, este não vai à fandango,
É gaúcho igual aos outros, de bombacha, espora mango!
Procedência Castelhana lá da Província do Tango
Os lenços entrelaçaram, fazendo a Pátria tremer,
A cavalo eles levaram, “Getulio Vargas” ao poder!
PAYADA DO ANO NOVO
Postado por Unknown | quinta-feira, dezembro 31, 2009 | Jayme Caetano Braun | 0 comentários » Jayme Caetano Braun
Feliz Ano Novo - gente,
É a maneira reverente
De iniciar esta payada,
Nesta hora iluminada
De pátria e de melodia
E o payador se arrepia
De tradição campesina
Na primeira sabatina
Do ano que principia!
Cerimônia não preciso
Para cantar - quando falo,
Porque nasci de a cavalo
No lombo de um improviso,
Canto até o dia do juízo
No estilo missioneiro
E o meu verso galponeiro
Dispensa qualquer prefácio,
Tanto entra num palácio
Como num rancho posteiro!
O Ano Novo - parido,
Anda aí - fazendo as suas,
Pelos campos - pelas ruas,
Potrilho recém lambido,
Inda não tem apelido
Porque é meio bagualão,
Difícil de dar a mão
E bombeando desconfiado
Como china de soldado
Em tempo de "prontidão"!
Os homens do mundo inteiro
Fizeram ajuntamento
Pra assistir o nascimento
Desse piazito janeiro
E aqui no pago campeiro
Toda a indiada se reuniu
E reverente - assistiu,
Com ternura – com afinco,
Pra ver o "noventa e cinco"
Que a noite grande pariu!
Aqui no povo - as famílias,
Fazem o tal "reveillon",
Mas lá no campo - onde o som
É o do vento nas flexilhas,
Nós só fazemos vigílias
Quando se reúne a pionada,
Na volta da madrugada
Ouviu-se um berro de touro,
O ano macho - em vez de choro,
Já nasceu dando risada!
Sendo macho - é sempre assim,
Já nasce enrugando a testa,
Porque não vem pra festa
"De circo de borlantim";
- Esse vai ser de cupim,
Gritava um índio de lá,
Vai ser "buerana" esse piá,
Se não der urucubaca,
Umbigo cortado a faca
E enleado num xiripá!
Eu ia bobeando o céu
Na hora do nascimento
E ouvindo o choro do vento
Num barbaresco te-déum,
Depois - tapiei o chapéu,
Meio pra espantar o sono,
Memoriando - com entono,
Do índio da timbaúva
Que Ano Novo é como chuva,
Não tem patrão e nem dono!
Entre um trago e um amargo,
Recostado num esteio,
Bombeava o piazito feio,
Mas taluda - sem embargo,
Sentindo no campo largo
Cheiro de pasto e incenso
Naquele desejo imenso
De que este ano que nasce
Faça que o homem se abrace
No amor da paz e o bom-senso!
Isso é um sonho, talvez seja,
Do payador que improvisa,
Mas um sonho se realiza
Se - com fé - a gente o deseja,
Mas - pra mim - que tenho a igreja
No altar da geografia,
Guardo essa filosofia
De cruzador sem parança,
Se não houvesse esperança
Tudo que é pobre morria!
Mas vou dar uma cruzada
Lá pras bandas de São Luiz,
Onde deixei a raiz
Pra todo o sempre encravada,
Terra santa - colorada,
De sangue guasca tingida,
Terra mil vezes querida
Morada de São Sepé,
Ali onde a indiada de fé
Nasce com a alma encardida!
Cruzando o Piratini
Vou ver as pedras no fundo,
Santo pedaço de mundo
Que deixei - mas não perdi,
Voltar de novo a guri,
À infância e adolescência,
Rever de novo a querência,
Num verdejo espiritual,
Meu velho pago natal
Onde mamei inocência!
Depois - seguir olfateando
Os recuerdos de criança,
Procurando a sombra mansa
Onde me criei tropeando
E - logo adiante - cruzando
No Passo da Laranjeira,
Lá onde uma bugra parteira,
Segundo o ritual antigo,
Fez enterrar meu umbigo
Na raiz duma figueira!
Depois - matar a saudade,
Se é que a saudade se mata,
Bombeando a lua de prata
Tropeando na imensidade,
A infância e a mocidade
E as ânsias deste índio cuera
E as flores da primavera
Que - sem querer - esmaguei
E os sonhos que não domei
Lá no "rincão da tapera"!
Mas paro - porque a emoção
Já me fez perder a calma,
Tenho urumbevas na alma
E um cerro no coração,
Há um chamado de amplidão
Que para longe me toca
Atração que convoca
De acordo com as velhas leis
Vou dançar ternos de reis
Nos ranchos da Bossoroca!
Autor :
JAYME CAETANO BRAUN
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