Semana Farroupilha - TEMA 2008

Postado por Unknown | terça-feira, setembro 09, 2008 | , | 0 comentários »

"As sociedades organizadas adotam uma série de símbolos representativos que, de uma forma ou de outra, representam aspectos importantes da história, do folclore, das crenças, dos valores e do imaginário do povo que as constituem. No Rio Grande do Sul não é diferente, aliás, talvez seja, entre os Estados Brasileiros, aquele em que os aspectos simbólicos sejam mais fortes e estejam mais presentes no imaginário das pessoas.

Com o objetivo de destacar, valorizar e tornar mais conhecidos os símbolos oficiais ou não, a Comissão Estadual da Semana Farroupilha decidiu adotar, como temário dos festejos farroupilhas de 2008, exatamente esta simbologia.

Os símbolos oficiais, definidos por legislação especifica, temos a Bandeira, o Hino e as Armas (Lei 5.213/66), a planta Erva-mate (Lei 7.439/80), a ave Quero-quero (Lei 7.418/80), a flor Brinco-de-princesa (Decreto 38.400/98), o Cavalo Crioulo (Lei 11.826/02), a planta medicinal Macela (Lei 11.858/02), a bebida Chimarrão (Lei 11.929/03) e o prato típico Churrasco (Lei 11.929/03).

Além dos símbolos considerados oficiais, posto que definidos em lei, a sociedade gaúcha possui outros símbolos importantes, tias como: A Chama Crioula (desde 1947) e o Galpão de Estância (simbolismo do Rio Grande primitivo). De outra forma, encontramos símbolos representativos de um município ou de uma região, como o monumento ao laçador em Porto Alegre, o monumento ao imigrante em Caxias do Sul ou as bromélias de Gravataí.

Em cumprimento à função didática e aculturadora dos festejos farroupilhas de 2008, recomenda-se que nas escolas, nos centros de tradições gaúchas, nas sociedades literárias regionais e em todos os lugares e em todas as oportunidades possíveis, sejam estudados os nossos símbolos, compreendendo-os, valorizando-os e os preservando como uma das formas importantes de valorização da cultura regional típica, de aumento da auto-estima e demonstração publica do quanto nos orgulhamos das nossas coisas.

Nos desfiles temáticos realizados no encerramento dos festejos, recomenda-se destacar os símbolos oficiais, em primeiro lugar, e os símbolos não oficiais e locais como forma de caracterizar a região ou o município onde eles ocorrem."

Manoelito Carlos Savaris
Presidente do IGTF - Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore
Fonte: www.semanafarroupilha.com.br

20 de Setembro e Semana Farroupilha

Postado por Unknown | terça-feira, setembro 09, 2008 | , , , | 0 comentários »

Neste mês entramos no período que está sem dúvidas entre os mais significativos para a Cultura Gaúcha. Trata-se do mês de Setembro.

Isso acontece por motivos históricos, visto que há muitos anos, no dia 20 de Setembro de 1835, ocorreu a tomada de Porto Alegre a qual foi marco do início de uma revolta que duraria 10 anos, a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos.

Como surge a Semana Farroupilha?

Na década de 40 foi criada a Ronda Gaúcha que mais tarde, no dia 11 de dezembro de 1964, através da Lei 4.850, a Assembléia Estadual oficializou a Ronda Gaúcha, com o nome de Semana Farroupilha, uma semana especial, para reverenciar a cultura e relembrar os fatos históricos que fizeram do Rio Grande do Sul, o que hoje ele é.

O período de comemoração passou a ser de uma semana, do dia 14 à 20 de setembro. Em 1996, através de lei federal, o dia 20 de setembro foi oficializado o Dia do Gaúcho ou Dia da Liberdade, no qual são homenageados os heróis da Revolução Farroupilha.

Passado algum tempo, a partir do ano 1995, o dia 20 de setembro é definido pela Constituição Estadual com a data magna do Estado, passando a ser feriado.

Observe como o Hino Riograndense refere-se aos fatos históricos e aos valores do povo gaúcho:

Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro
o precursor da liberdade.

Estribilho:

Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra,
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra.


Mas não basta pra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo,
povo que não tem virtude
acaba por ser escravo.

Letra: Francisco Pinto da Fontoura
Música: Comendador Maestro Joaquim José de Mendanha
Harmonização: Antônio Corte Real